atormentar-se-ia
Derivado do verbo 'atormentar' (latim 'tormentare') + pronome 'se' + partícula de negação 'não' (contraída em 'n') + desinência de futuro do pretérito '-ia'. A forma 'atormentar-se-ia' é uma contração de 'atormentar-se não se realizaria'.
Origem
Do latim 'טורMENTARE', intensivo de 'TORQUERE' (torcer, contorcer, afligir). O sufixo '-ia' indica o futuro do pretérito (condicional).
Mudanças de sentido
Ação de causar tormento, aflição intensa.
Sentido de afligir, causar sofrimento físico ou moral.
A forma 'atormentar-se-ia' mantém o sentido de uma ação hipotética de sofrimento ou aflição que não se concretizaria ou não se concretizou sob certas condições. Ex: 'Se ele soubesse, não se atormentar-se-ia com isso.'
Primeiro registro
Registros em textos literários e religiosos em latim e português arcaico, onde a conjugação verbal complexa era comum.
Momentos culturais
Presente em romances e poesias que exploravam dramas psicológicos e dilemas morais, onde a conjugação condicional complexa era utilizada para expressar nuances de incerteza e arrependimento.
A forma verbal torna-se cada vez mais rara na literatura popular, sendo reservada para estilos mais eruditos ou para evocar um tom de época.
Vida emocional
A forma 'atormentar-se-ia' carrega um peso de formalidade e, por vezes, de melancolia ou resignação, associada a situações hipotéticas de sofrimento evitado ou não vivido.
Vida digital
A forma 'atormentar-se-ia' é virtualmente inexistente em buscas e usos digitais cotidianos. Sua ocorrência em plataformas digitais se restringe a citações de textos antigos, exercícios de gramática ou discussões sobre a norma culta.
Representações
Pode aparecer em diálogos de personagens em produções que retratam períodos históricos onde a linguagem formal era predominante, para conferir autenticidade à ambientação.
Comparações culturais
Inglês: A estrutura correspondente seria o 'would not torment oneself' ou 'would not have been tormented', também indicando uma condição hipotética. Espanhol: 'no se atormentaría', que usa o futuro do pretérito de forma mais direta e comum. Francês: 'ne se tourmenterait pas', similar ao espanhol em uso e estrutura.
Relevância atual
No português brasileiro contemporâneo, a forma 'atormentar-se-ia' é considerada arcaica e de uso restrito. A comunicação moderna prefere construções mais simples e diretas, como 'não se atormentaria' ou 'não se preocuparia', tornando a forma original um marcador de formalidade extrema ou de estilo literário específico.
Origem Latina e Formação do Verbo
Século XIII - O verbo 'atormentar' deriva do latim 'טורMENTARE', intensivo de 'TORQUERE' (torcer, contorcer, afligir). A forma 'atormentar-se-ia' é uma construção gramatical complexa, indicando o futuro do pretérito do verbo reflexivo 'atormentar-se'.
Uso Medieval e Moderno
Idade Média - Século XIX: O verbo 'atormentar' era usado para descrever aflição física e mental. A forma 'atormentar-se-ia' era empregada em contextos literários e formais para expressar uma ação hipotética não realizada.
Evolução Gramatical e Entrada no Português Brasileiro
Século XX - Atualidade: A estrutura 'atormentar-se-ia' é uma forma verbal arcaica e raramente utilizada na fala cotidiana do português brasileiro. Sua presença é restrita a textos literários, acadêmicos ou em contextos que buscam um registro formal ou estilístico específico. A tendência na língua falada é a simplificação para formas como 'não se atormentaria' ou 'não se atormentou'.
Derivado do verbo 'atormentar' (latim 'tormentare') + pronome 'se' + partícula de negação 'não' (contraída em 'n') + desinência de futuro d…