atrasar-o-progresso

Composição do verbo 'atrasar' com o substantivo 'progresso', unida pela preposição 'o' (artigo definido).

Origem

Século XVI

Formada pela junção do verbo 'atrasar', derivado do latim *attritare* (moer, desgastar, retardar), e do substantivo 'progresso', do latim *progressus* (avanço, desenvolvimento, movimento para frente).

Mudanças de sentido

Século XVI - XVIII

Inicialmente, referia-se a qualquer impedimento a um avanço percebido, seja tecnológico, social ou intelectual.

Séculos XIX - XX

Fortemente associada a discursos conservadores contra reformas, modernização e mudanças sociais. O 'progresso' era visto como um caminho único e desejável, e quem o impedia era taxado de 'atrasador do progresso'.

Século XXI

A expressão pode ser usada de forma crítica ao próprio conceito de progresso, questionando sua linearidade e seus custos ambientais ou sociais. Também pode ser usada em contextos de resistência a mudanças tecnológicas ou sociais percebidas como negativas por certos grupos.

Em alguns contextos, a expressão pode ser usada de forma irônica ou autocrítica, como em 'não quero atrasar o progresso' dito ao se desculpar por uma pequena demora. No entanto, seu uso principal ainda carrega o peso de crítica a quem impede avanços.

Primeiro registro

Século XVI

Difícil de precisar um único registro, mas a combinação de 'atrasar' e 'progresso' começa a aparecer em textos que discutem inovações e resistências a elas, como em tratados sobre novas técnicas agrícolas ou científicas.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em debates literários e filosóficos sobre a modernidade e o papel do indivíduo na sociedade. Autores românticos e realistas frequentemente abordavam a resistência à mudança.

Início do Século XX

Usada em discursos políticos e jornalísticos durante períodos de grandes transformações sociais e tecnológicas no Brasil, como a industrialização e a urbanização.

Conflitos sociais

Século XIX - XX

A expressão era um campo de batalha retórico entre conservadores e liberais/progressistas. Ser acusado de 'atrasar o progresso' era uma forma de desqualificar o oponente político ou social.

Atualidade

Ainda aparece em debates sobre desenvolvimento econômico versus preservação ambiental, ou sobre a adoção de novas tecnologias, onde grupos com visões diferentes sobre o que constitui 'progresso' se confrontam.

Vida emocional

Séculos XIX - XX

Carrega um peso negativo forte, associado à teimosia, obscurantismo e resistência irracional à mudança. É uma acusação, um rótulo pejorativo.

Atualidade

Mantém o peso negativo, mas pode ser usada com mais ironia ou em discussões mais matizadas sobre os rumos do desenvolvimento.

Vida digital

Anos 2000 - Atualidade

A expressão é usada em fóruns online, redes sociais e comentários de notícias, frequentemente em discussões sobre política, tecnologia e ciência. Pode aparecer em memes ou em tom sarcástico para criticar posições retrógradas.

Atualidade

Buscas por 'atrasar o progresso' podem estar relacionadas a debates sobre fake news, resistência a vacinas, ou críticas a políticas de desenvolvimento que ignorem impactos ambientais.

Representações

Século XX

Personagens em novelas, filmes e peças de teatro que representam a velha guarda resistindo a novas ideias ou tecnologias, sendo rotulados como 'atrasadores do progresso'.

Comparações culturais

Contemporâneo

Inglês: 'Holding back progress' ou 'stifling progress'. Espanhol: 'Frenar el progreso' ou 'detener el progreso'. Francês: 'Freiner le progrès' ou 'retarder le progrès'. O conceito de impedir o avanço é universal, mas a formulação exata varia.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'atrasar o progresso' continua relevante em debates sobre o futuro, especialmente em um mundo que enfrenta desafios complexos como mudanças climáticas, avanços tecnológicos exponenciais e polarização social. A definição de 'progresso' em si é frequentemente questionada, tornando o uso da expressão mais multifacetado.

Formação e Primeiros Usos

Século XVI - Início da formação da expressão com a junção de 'atrasar' (do latim *attritare*, moer, desgastar) e 'progresso' (do latim *progressus*, avanço). O termo começa a ser usado em contextos de crítica a ideias ou práticas que impediam o avanço social, econômico ou científico.

Consolidação e Uso Político

Séculos XIX e XX - A expressão 'atrasar o progresso' ganha força em debates políticos e sociais, frequentemente utilizada por grupos conservadores para criticar movimentos liberais, modernizadores ou revolucionários. Torna-se um jargão para defender o status quo.

Uso Contemporâneo e Ressignificações

Século XXI - A expressão continua em uso, mas com nuances. Pode ser usada de forma irônica, para criticar a própria ideia de progresso linear, ou em debates sobre desenvolvimento sustentável, onde o 'progresso' é questionado em sua forma tradicional. Também aparece em discussões sobre tecnologia e inovação.

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Composição do verbo 'atrasar' com o substantivo 'progresso', unida pela preposição 'o' (artigo definido).

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