Palavras

atribuir-nos-emos

Do latim 'attribuere'.

Origem

Latim

Do latim 'attribuere', que significa dar a, conceder, acrescentar, imputar. Composto por 'ad' (a, para) e 'tribuere' (dar, conceder, pertencer a uma tribo).

Mudanças de sentido

Latim

O sentido original de 'dar a', 'conceder', 'imputar' ou 'designar algo a alguém'.

Português Arcaico e Clássico

Mantém o sentido de imputar, conceder, designar, mas a forma verbal 'atribuir-nos-emos' carrega um peso de formalidade e distanciamento temporal.

Português Contemporâneo

O sentido do verbo 'atribuir' permanece o mesmo, mas a forma 'atribuir-nos-emos' é raramente usada, sendo associada a um registro extremamente formal ou a um estilo literário específico. O uso do verbo em si é comum em contextos de responsabilidade, causalidade ou designação.

Primeiro registro

Séculos XII-XIV

Registros em documentos notariais e textos literários da época de formação do português, onde a ênclise era a regra geral. A forma exata 'atribuir-nos-emos' pode ser encontrada em textos como as Ordenações do Reino.

Momentos culturais

Período Clássico (Séculos XVI-XVIII)

Presente em obras literárias de Camões, Padre Antônio Vieira e outros autores que utilizavam a norma culta da época, onde a ênclise era predominante.

Gramática Normativa (Século XIX em diante)

A forma 'atribuir-nos-emos' é mantida como exemplo de conjugação correta no futuro do subjuntivo com pronome oblíquo em ênclise em manuais de gramática, servindo como referência didática.

Comparações culturais

Inglês: O inglês não possui uma forma verbal equivalente direta com a mesma complexidade de conjugação e colocação pronominal. A ideia seria expressa por 'we will attribute to ourselves' ou 'we shall attribute to ourselves', mas a estrutura é analítica e não sintética como no português. Espanhol: O espanhol também usa uma estrutura analítica para o futuro do subjuntivo ('atribuiremosnos' seria a forma mais próxima, mas a ênclise é menos comum e a estrutura é mais flexível, com 'nos atribuiremos' sendo mais usual). Francês: O francês usa uma estrutura analítica, como 'nous nous attribuerons' (futuro simples) ou 'nous nous attribuerions' (futuro do pretérito), sem uma forma de subjuntivo com essa estrutura específica e ênclise.

Relevância atual

A forma 'atribuir-nos-emos' é raramente utilizada na comunicação corrente. Sua relevância reside em ser um exemplo de gramática histórica e normativa, aparecendo em estudos linguísticos, textos jurídicos formais, ou em contextos literários que buscam evocar um estilo de época. Na prática, o verbo 'atribuir' é usado em construções como 'nós nos atribuiremos' ou 'nós vamos nos atribuir'.

Origem Etimológica e Latim Vulgar

Século III d.C. - O verbo latino 'attribuere' (atribuir, dar a, acrescentar) é a raiz. Deriva de 'ad' (a, para) + 'tribuere' (dar, conceder, atribuir, pertencente a uma tribo). A forma 'atribuir-nos-emos' é uma construção gramatical que se consolidou no português.

Formação do Português e Primeiras Conjugações

Séculos XII-XIV - Com a consolidação do português como língua distinta do latim, as conjugações verbais começam a se fixar. A estrutura do futuro do subjuntivo com pronome oblíquo em ênclise ('atribuir-nos-emos') é característica do português arcaico e clássico.

Uso Clássico e Transição para o Moderno

Séculos XV-XIX - A forma 'atribuir-nos-emos' era comum na escrita formal e literária. Com a evolução da gramática normativa e a preferência pela próclise em muitos contextos, seu uso se tornou menos frequente na fala cotidiana, mas permaneceu em registros mais cultos.

Uso Contemporâneo e Gramática Normativa

Século XX - Atualidade - A forma 'atribuir-nos-emos' é considerada gramaticalmente correta, mas arcaica e formal. Na linguagem falada e escrita informal, prefere-se 'nos atribuiremos' (próclise) ou, em alguns contextos, a omissão do pronome. Seu uso é restrito a textos jurídicos, acadêmicos ou literários de cunho histórico.

atribuir-nos-emos

Do latim 'attribuere'.

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