aumentar-se-iam
Derivado do verbo 'aumentar' (do latim 'augmentare') + pronomes 'se' e 'iam'.
Origem
Deriva do verbo latino 'aumentare', que significa 'tornar maior', 'elevar', 'engrandecer'. A forma 'aumentar-se-iam' é uma conjugação específica no futuro do pretérito (condicional) do indicativo, com pronome reflexivo posposto ('se') e desinência de terceira pessoa do plural ('-iam').
Mudanças de sentido
O sentido original de 'tornar maior' ou 'intensificar' se mantém. A complexidade da forma verbal ('aumentar-se-iam') indica uma ação hipotética ou irreal, que aumentaria ou se intensificaria sob certas condições, referindo-se a um sujeito plural.
O sentido gramatical de condição hipotética ou irreal para um sujeito plural permanece. Contudo, o uso da forma 'aumentar-se-iam' é restrito a contextos formais ou literários, sendo substituída pela construção com próclise ('eles se aumentariam') na maioria das situações.
Primeiro registro
A forma 'aumentar-se-iam' e estruturas similares com ênclise são encontradas em textos da Idade Média e Renascimento em Portugal, como em obras de Camões e outros autores clássicos. A documentação específica da primeira ocorrência exata é difícil, mas a estrutura é inerente à evolução do latim para o português.
Momentos culturais
A forma 'aumentar-se-iam' era comum em obras literárias de Portugal dos séculos XVI a XIX, refletindo a norma gramatical da época para a ênclise em frases subordinadas ou após certas conjunções e advérbios.
Gramáticas do português, desde as mais antigas até as contemporâneas, discutem a posição dos pronomes oblíquos átonos, explicando o uso da ênclise em 'aumentar-se-iam' como uma construção formal e correta, embora menos frequente hoje.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente em inglês seria 'they would increase' ou 'they would be increasing', onde o auxiliar 'would' expressa a condição hipotética. A posição do pronome reflexivo ('themselves') seria após o verbo ou preposição, mas a estrutura verbal é mais simples. Espanhol: Em espanhol, a forma seria 'aumentarían' ou 'se aumentarían'. A ênclise ('aumentarían') é mais comum em espanhol do que em português brasileiro contemporâneo, mas a próclise ('se aumentarían') também é válida e frequente. Francês: O equivalente seria 'ils augmenteraient' ou 'ils s'augmenteraient', onde 'augmenteraient' é o futuro do pretérito (conditionnel présent) e 's'' é o pronome reflexivo.
Relevância atual
A forma 'aumentar-se-iam' é gramaticalmente correta, mas sua relevância no uso cotidiano do português brasileiro é baixa. Ela sobrevive em registros formais, acadêmicos e literários que buscam um estilo mais elaborado ou arcaizante. A tendência geral é a simplificação e a preferência pela próclise ('eles se aumentariam'), tornando a forma com ênclise um marcador de formalidade ou de um registro linguístico específico.
Origem Latina e Formação
Século XIII - A forma 'aumentar-se-iam' é uma construção verbal complexa em português, derivada do latim. O verbo 'aumentare' (aumentar) se une ao pronome reflexivo 'se' e à desinência verbal '-iam' da terceira pessoa do plural do futuro do pretérito (condicional). A estrutura 'verbo + se + desinência' é comum em português, refletindo a evolução do latim vulgar.
Evolução no Português
Idade Média - Século XIX - A conjugação verbal com pronomes oblíquos átonos pospostos (ênclise) era a norma no português arcaico e clássico. A forma 'aumentar-se-iam' era gramaticalmente correta e utilizada em textos literários e formais, indicando uma ação hipotética ou desejada no passado ou presente, referindo-se a um sujeito plural.
Uso Contemporâneo e Digital
Século XX - Atualidade - A forma 'aumentar-se-iam' é rara no português brasileiro contemporâneo, especialmente na linguagem falada e informal. É mais provável encontrá-la em textos acadêmicos, literários de cunho histórico ou em contextos que intencionalmente evocam um registro formal ou arcaico. A tendência é o uso de 'eles se aumentariam'.
Derivado do verbo 'aumentar' (do latim 'augmentare') + pronomes 'se' e 'iam'.