aumentavam-se
Do latim 'augmentare', derivado de 'augere' (aumentar).
Origem
Deriva do latim 'augmentare', que significa 'tornar maior', 'expandir', 'crescer'.
Forma verbal da 3ª pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo do verbo 'aumentar', com o pronome oblíquo 'se' em ênclise (colocado após o verbo).
Mudanças de sentido
Sentido literal de tornar algo maior, expandir, crescer em quantidade, tamanho ou intensidade.
Mantém o sentido literal, mas a forma 'aumentavam-se' é mais comum em registros escritos formais ou literários, indicando um processo contínuo de crescimento ou expansão no passado. Ex: 'As dívidas aumentavam-se a cada dia.'
A forma verbal em si não sofreu mudança de sentido, mas seu uso e frequência foram influenciados por mudanças na norma gramatical e estilística da língua, com a ênclise sendo menos comum na fala e mais restrita à escrita formal ou a construções específicas.
Primeiro registro
Registros de textos em português arcaico que já utilizavam a conjugação verbal com pronome em ênclise, como em crônicas e documentos da época. A forma específica 'aumentavam-se' estaria presente em textos que descrevessem ações contínuas no passado.
Momentos culturais
Presente em obras de autores como Camões, Machado de Assis e outros, onde a norma culta da época exigia ou permitia a ênclise. Exemplo: 'Os perigos aumentavam-se.' (em um contexto literário).
A forma é discutida e exemplificada em gramáticas que tratam da colocação pronominal, especialmente em relação à ênclise em orações iniciadas por advérbios, conjunções subordinativas ou em frases afirmativas.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente seria 'they were increasing' ou 'they were growing', onde o pronome 'they' precede o verbo e não há uma partícula reflexiva separada ligada ao verbo de forma enclítica. Espanhol: 'aumentaban' (sem o pronome reflexivo explícito na forma verbal, que é implícito no contexto ou pode ser adicionado como 'se aumentaban' com próclise ou 'aumentábanse' com ênclise, sendo esta última menos comum na fala moderna). Francês: 'ils augmentaient' ou 'ils croissaient', similar ao inglês e espanhol na estrutura.
Relevância atual
A forma 'aumentavam-se' é considerada gramaticalmente correta, mas menos usual na linguagem falada e informal no Brasil. É encontrada predominantemente em textos acadêmicos, literários, jurídicos e em contextos que seguem rigorosamente a norma culta escrita. A tendência moderna no Brasil é a próclise ('se aumentavam'), embora a ênclise ainda seja preferida em início de frase ou após certas conjunções em textos formais.
Origem Latina e Formação do Verbo
Século XIII - O verbo 'aumentar' deriva do latim 'augmentare', que significa 'tornar maior', 'expandir'. A forma verbal 'aumentavam-se' surge da conjugação do verbo no pretérito imperfeito do indicativo (3ª pessoa do plural) com a adição do pronome oblíquo átono 'se' em ênclise, uma construção comum no português arcaico e clássico.
Uso Clássico e Arcaico
Séculos XIV a XVIII - A forma 'aumentavam-se' era utilizada em textos literários e documentos formais, seguindo as normas gramaticais da época. A ênclise do pronome 'se' era a norma padrão para a colocação pronominal em frases afirmativas.
Mudança Gramatical e Uso Moderno
Século XIX em diante - Com a evolução da língua portuguesa, especialmente no Brasil, a próclise (pronome antes do verbo) tornou-se mais frequente em detrimento da ênclise, principalmente em contextos informais e na fala cotidiana. No entanto, 'aumentavam-se' continua sendo gramaticalmente correto e é encontrado em textos formais, literários e em contextos onde a ênclise é preferida ou exigida.
Do latim 'augmentare', derivado de 'augere' (aumentar).