bandeiro

Derivado de 'bandeira' + sufixo '-eiro'.

Origem

Século XVI

Derivação do substantivo 'bandeira' (do latim vulgar *banderia, possivelmente de origem germânica) com o sufixo '-eiro', que indica o agente ou aquele que exerce uma função relacionada à bandeira.

Mudanças de sentido

Séculos XVI-XIX

Principalmente 'aquele que carrega ou usa uma bandeira', com forte conotação militar e cerimonial.

Século XX

Surgimento e consolidação do sentido de 'tipo de pássaro', possivelmente associado a características visuais ou comportamentais que remetem à ideia de 'bandeira'.

Atualidade

Predominância do sentido ornitológico no uso comum, com o sentido de 'porta-bandeira' restrito a contextos formais, históricos ou literários.

A palavra 'bandeiro' como porta-bandeira é formal e dicionarizada, mas seu uso no dia a dia é eclipsado pelo nome comum de um pássaro. O contexto RAG identifica 'bandeiro' como uma 'Palavra formal/dicionarizada', o que corrobora a distinção entre o uso técnico/histórico e o uso popular.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em documentos da época colonial brasileira e em textos literários que descrevem cerimônias e atividades militares.

Momentos culturais

Período Colonial e Imperial

O 'bandeiro' como figura importante em procissões religiosas, desfiles militares e eventos cívicos, simbolizando a unidade e a representação de um grupo ou nação.

Século XX

A popularização do termo para designar o pássaro 'sanhaçu-bandeiro' em guias de aves e literatura sobre a fauna brasileira.

Comparações culturais

Geral

Inglês: 'Flag-bearer' (porta-bandeira) ou 'standard-bearer' para o sentido humano; 'bunting' ou nomes específicos de aves para o sentido ornitológico. Espanhol: 'Abanderado' (porta-bandeira); nomes de aves como 'semillero' ou 'corbata' dependendo da espécie para o sentido ornitológico. O português 'bandeiro' abrange ambos os sentidos de forma mais direta em uma única palavra, embora com usos distintos.

Relevância atual

Atualidade

No Brasil, a palavra 'bandeiro' é mais frequentemente associada à ornitologia, sendo um termo comum entre observadores de aves e entusiastas da natureza. O sentido de 'porta-bandeira' persiste em contextos formais, históricos e em obras literárias que buscam evocar um passado ou uma solenidade específica. A dualidade de significados é um traço interessante da polissemia da língua portuguesa.

Origem e Entrada no Português

Século XVI - Derivação do substantivo 'bandeira', com o sufixo '-eiro' indicando profissão ou agente. A palavra 'bandeira' tem origem no latim vulgar *banderia, possivelmente de origem germânica, referindo-se a um estandarte ou estandarte militar.

Evolução do Uso

Séculos XVI-XIX - Uso principal para designar o portador de uma bandeira em contextos militares, cerimoniais ou religiosos. Século XX - Expansão para o sentido de um tipo de pássaro (bandeiro), possivelmente devido à sua plumagem ou comportamento associado a movimentos rápidos, como o de uma bandeira ao vento. O termo 'bandeiro' como porta-bandeira mantém-se em contextos formais e históricos.

Uso Contemporâneo

Atualidade - O termo 'bandeiro' é predominantemente conhecido e utilizado no Brasil para se referir a um tipo de pássaro da família Thraupidae (ex: o sanhaçu-bandeiro). O sentido de 'porta-bandeira' é menos comum no uso cotidiano, mas ainda compreendido em contextos específicos ou literários.

bandeiro

Derivado de 'bandeira' + sufixo '-eiro'.

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