bordador
Derivado do verbo 'bordar' + sufixo '-ador'.
Origem
Derivado do verbo 'bordar', com possível origem germânica ('borda') ou latim vulgar ('bordare'). A palavra 'bordador' surge para nomear o ofício.
Mudanças de sentido
Designava um artesão especializado e valorizado, associado a trabalhos de luxo e arte.
Com a industrialização, o termo perde parte de seu prestígio social e econômico, associado a um trabalho manual que se torna menos demandado em larga escala.
Mantém o sentido dicionarizado, mas seu uso é mais restrito a nichos de artesanato, arte e referências históricas.
A palavra 'bordador' é encontrada em dicionários como 'aquele que borda; que faz bordados', conforme identificado em '4_lista_exaustiva_portugues.txt'. O uso contemporâneo é mais comum em contextos de valorização do artesanato manual e em menções a artistas ou ofícios tradicionais.
Primeiro registro
A forma 'bordador' e o verbo 'bordar' começam a se consolidar na língua portuguesa a partir deste período, com o desenvolvimento de técnicas de bordado e sua aplicação em vestimentas e objetos.
Momentos culturais
O bordado era uma arte praticada em mosteiros e cortes reais, com bordadores (muitas vezes anônimos) criando peças de grande valor artístico e religioso.
O bordado doméstico, especialmente por mulheres, ganha destaque como passatempo e demonstração de habilidade, embora a figura do bordador profissional se torne menos central.
O bordado contemporâneo é visto como forma de expressão artística e terapêutica, com artistas que se autodenominam bordadores ganhando visibilidade em galerias e redes sociais.
Comparações culturais
Inglês: 'Embroiderer' (aquele que borda). Espanhol: 'Bordador' (mesma palavra e origem). O ofício do bordador, com variações de prestígio e técnica, existe em diversas culturas, desde os intrincados bordados persas e indianos até os trabalhos europeus.
Relevância atual
A palavra 'bordador' é utilizada principalmente em contextos de artesanato, arte têxtil, história da moda e em nichos de mercado que valorizam o trabalho manual e a tradição. A figura do bordador, embora menos comum como profissão principal, é resgatada em discussões sobre patrimônio cultural e técnicas manuais.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Derivado do verbo 'bordar', que por sua vez tem origem incerta, possivelmente do germânico 'borda' (borda, orla) ou do latim vulgar 'bordare' (fazer bordas). A palavra 'bordador' surge para designar o profissional que executa essa técnica.
Consolidação e Uso
Séculos XVII a XIX — O bordado era uma arte valorizada, associada à nobreza, à religiosidade e ao artesanato de luxo. O 'bordador' era um artesão especializado, com reconhecimento social e econômico, especialmente em peças de vestuário e decoração.
Transformação com a Industrialização
Século XIX em diante — A Revolução Industrial e o surgimento de máquinas de bordar e tecidos industrializados alteram a percepção do bordado e do bordador. A produção em massa diminui o valor do trabalho manual e a figura do bordador artesão se torna menos proeminente, embora a arte continue a existir.
Uso Contemporâneo
Século XX e Atualidade — A palavra 'bordador' mantém seu sentido dicionarizado ('aquele que borda'), mas seu uso se restringe a contextos específicos: artesãos contemporâneos, entusiastas do 'faça você mesmo' (DIY), e em referências históricas ou literárias. A valorização do artesanato e das técnicas manuais em nichos específicos traz um resgate pontual da figura.
Derivado do verbo 'bordar' + sufixo '-ador'.