bordejam
Origem incerta, possivelmente do latim vulgar *bordare, derivado de *borda 'borda'.
Origem
Do latim vulgar 'bordare', possivelmente de origem germânica ('borda' - margem, beira). O verbo 'bordear' significa contornar, estar na margem.
Mudanças de sentido
O sentido de 'contornar' ou 'estar na margem' se aplica a contextos geográficos e náuticos. Expande-se para descrever limites físicos e, metaforicamente, limites de situações ou conceitos.
A navegação e a exploração de novas terras consolidaram o uso de 'bordear' para descrever o ato de navegar próximo à costa, sem se afastar dela. Essa aplicação prática reforçou o sentido literal da palavra.
Mantém o sentido de circundar, estar na borda ou limite. Utilizado em descrições geográficas, literárias e em contextos que indicam proximidade a um ponto crítico ou limite.
A palavra 'bordejam' é encontrada em descrições de paisagens naturais ('as nuvens bordejam o pico da montanha'), em textos literários para criar imagens vívidas ('os pensamentos sombrios bordejam sua mente'), ou em contextos técnicos para indicar um limite operacional ('os indicadores bordejam a zona de segurança').
Primeiro registro
Registros em crônicas de navegação e relatos de viagens, onde o termo 'bordear' era usado para descrever a navegação costeira. A forma 'bordejam' como conjugação verbal aparece em textos literários e administrativos da época.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que descrevem paisagens e jornadas, como em relatos de viagens e poesia barroca, onde a precisão geográfica e a descrição de limites eram valorizadas.
Utilizada em literatura modernista e contemporânea para evocar imagens de fronteiras, limites e a condição humana à beira de algo.
Comparações culturais
Inglês: 'to skirt', 'to border', 'to edge'. O inglês usa verbos mais diretos para a ideia de estar na borda ou contornar. Espanhol: 'bordear'. O espanhol possui um verbo cognato direto com sentido idêntico. Francês: 'border', 'longer'. O francês também tem cognatos com significados similares, focando em contornar ou seguir a margem.
Relevância atual
A palavra 'bordejam' mantém sua relevância como um termo formal e descritivo. É empregada em contextos que exigem precisão na descrição de limites, contornos e proximidade a um ponto crítico, tanto no sentido literal quanto figurado. Sua presença é mais comum em textos formais, literários e científicos do que na linguagem coloquial.
Origem Etimológica
Deriva do latim vulgar 'bordare', possivelmente relacionado ao germânico 'borda' (margem, beira). A forma verbal 'bordear' surge em línguas românicas para indicar o ato de estar na margem ou de contornar.
Entrada e Evolução no Português
A palavra 'bordear' e suas conjugações, como 'bordejam', entram no português através do latim e se consolidam com a expansão marítima e o desenvolvimento da cartografia e navegação, onde o ato de 'bordear' uma costa era fundamental. O uso se espalha para descrever limites geográficos e, metaforicamente, limites de qualquer natureza.
Uso Contemporâneo
A forma 'bordejam' é uma conjugação verbal formal e dicionarizada do verbo 'bordear', mantendo seu sentido original de circundar, estar na borda ou limite. É utilizada em contextos descritivos, literários e técnicos, referindo-se a elementos geográficos, paisagens, ou a situações que se aproximam de um limite.
Origem incerta, possivelmente do latim vulgar *bordare, derivado de *borda 'borda'.