bordejar
Do verbo 'bordear'.
Origem
Derivado do verbo 'bordear', possivelmente do latim vulgar 'bordare' (cercar, guarnecer) ou do germânico 'borda' (margem, borda).
Mudanças de sentido
Cercar, circundar, estar na margem.
Evolui para 'estar na margem de', 'estar próximo de', 'estar à beira de'.
Mantém os sentidos originais e figurados, embora 'bordear' seja mais frequente.
Primeiro registro
Registros em textos antigos da língua portuguesa, associados a navegação e descrição de territórios.
Momentos culturais
Presente em relatos de viagens, crônicas e literatura que descrevem paisagens e ações de navegação, como 'bordejar a costa'.
Utilizado em obras literárias para evocar a sensação de proximidade ou iminência, tanto física quanto emocional.
Comparações culturais
Inglês: 'to skirt' (evitar, passar pela borda), 'to border' (estar na fronteira, cercar). Espanhol: 'bordear' (cercar, contornar, estar à beira de). O sentido de estar à beira de algo é compartilhado com o espanhol.
Relevância atual
A palavra 'bordejar' é considerada formal e menos usual no dia a dia, sendo frequentemente substituída por 'bordear' ou outras expressões mais diretas. Seu uso é mais comum em contextos literários, técnicos (náutica) ou em registros mais antigos da língua.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Derivado do verbo 'bordear', de origem incerta, possivelmente do latim vulgar 'bordare' (cercar, guarnecer) ou do germânico 'borda' (margem, borda). Inicialmente, referia-se a cercar, circundar, estar na margem.
Evolução de Sentido
Séculos XVII-XIX — O sentido de 'estar na margem' ou 'estar próximo' evolui para 'estar à beira de', 'estar prestes a', especialmente em contextos náuticos (bordejar um cabo) e geográficos (bordejar a costa).
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade — Mantém os sentidos de cercar, circundar, estar na margem e estar à beira de. A forma 'bordejar' é menos comum que o verbo 'bordear' em muitos contextos, mas persiste em usos mais formais ou literários.
Do verbo 'bordear'.