botariam-pra-escanteio

Combinação do verbo 'botar' (colocar, jogar) com a preposição 'para' e o substantivo 'escanteio' (local afastado, canto), indicando o ato de colocar algo de lado, fora do jogo ou da atenção.

Origem

Século XVI

Formada pela junção do verbo 'botar' (do latim vulgar *bottare*, possivelmente de origem celta, significando 'colocar', 'lançar') e do substantivo 'escanteio' (do latim *scantellum*, diminutivo de *scansum*, que significa 'subida', evoluindo para 'canto', 'lugar afastado', e também um termo esportivo).

Mudanças de sentido

Século XVI - Século XX

O sentido original de 'colocar em um canto' ou 'lançar para fora' se mantém, mas a conotação de descarte e rejeição se intensifica. A associação com o 'escanteio' no futebol (lance que coloca a bola em jogo a partir da linha de fundo) reforça a ideia de algo que sai da ação principal ou é posto de lado.

A expressão evolui de um sentido mais literal de 'colocar num canto' para um sentido figurado de 'descartar', 'rejeitar', 'ignorar completamente', muitas vezes com um tom de desprezo ou finalidade. A ideia de 'tirar de circulação' ou 'tornar irrelevante' é central.

Século XXI

O sentido de descarte e rejeição se consolida e se aplica a pessoas, ideias, objetos e situações. A expressão mantém sua força informal e expressiva.

A expressão é usada para descrever o ato de desqualificar alguém ou algo, de forma definitiva ou com forte conotação negativa. Pode ser aplicada a relacionamentos, projetos, opiniões, etc. Ex: 'Ele foi botado pra escanteio na reunião.' ou 'Essa ideia já foi botada pra escanteio.'

Primeiro registro

Final do Século XIX / Início do Século XX

Registros informais e em literatura regionalista brasileira, indicando uso consolidado no vocabulário popular. A dificuldade em precisar um primeiro registro exato se deve à natureza informal e oral da expressão em seus primórdios. (corpus_girias_regionais.txt)

Momentos culturais

Meados do Século XX

Popularização em crônicas, contos e romances que retratam o cotidiano brasileiro, especialmente em contextos urbanos e esportivos. A expressão aparece em diálogos para conferir realismo e expressividade.

Anos 1980 - Atualidade

Presença em letras de música popular brasileira (MPB) e outros gêneros musicais, como samba e sertanejo, para expressar desilusão amorosa ou rejeição social. Também aparece em telenovelas e programas de humor.

Conflitos sociais

Século XX - Atualidade

A expressão pode ser usada em contextos de exclusão social, marginalização ou desvalorização de grupos ou indivíduos. O ato de 'botar pra escanteio' pode refletir dinâmicas de poder e preconceito.

Vida emocional

Século XX - Atualidade

A expressão carrega um peso emocional de rejeição, abandono, descarte e, por vezes, humilhação. Evoca sentimentos de exclusão e desvalorização, tanto para quem é 'botado pra escanteio' quanto para quem a utiliza para expressar desdém.

Vida digital

Anos 2000 - Atualidade

A expressão é frequentemente utilizada em redes sociais, fóruns e comentários online para descrever situações de exclusão, cancelamento ou descarte de conteúdo/pessoas. Aparece em memes e discussões informais.

Atualidade

Buscas online por 'botar pra escanteio' revelam seu uso em contextos de relacionamentos, carreira e política, indicando sua relevância contínua no vocabulário digital brasileiro.

Representações

Meados do Século XX - Atualidade

Presente em diálogos de filmes, séries e telenovelas brasileiras para caracterizar personagens ou situações de abandono, traição ou descarte. A expressão confere autenticidade e expressividade às falas.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'To sideline', 'to discard', 'to ditch', 'to leave someone out in the cold'. Espanhol: 'Dejar de lado', 'descartar', 'marginar', 'poner en el rincón'. Francês: 'Mettre de côté', 'écarter', 'rejeter'. Alemão: 'Außen vor lassen', 'abservieren'.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'botar pra escanteio' mantém sua forte relevância no português brasileiro como um termo vívido e expressivo para descrever o ato de descartar, rejeitar ou ignorar algo ou alguém. Sua popularidade se estende do discurso informal à mídia, refletindo sua capacidade de comunicar desvalorização e exclusão de forma contundente.

Origem Etimológica

Século XVI - Deriva do verbo 'botar' (colocar, lançar) e do substantivo 'escanteio' (canto, lugar afastado, lance de bola no futebol). A junção sugere o ato de lançar algo para um canto, para fora do jogo ou da vista.

Evolução Linguística e Entrada no Uso

Séculos XIX e XX - A expressão se consolida no português brasileiro, inicialmente em contextos informais e regionais, associada à ideia de descarte ou abandono. Ganha força no vocabulário popular, especialmente em ambientes urbanos e ligados a esportes.

Uso Contemporâneo

Século XXI - A expressão é amplamente utilizada no português brasileiro, mantendo seu sentido de descarte, rejeição ou ignorar com desprezo. Adapta-se a diversos contextos, desde o pessoal ao profissional, e é comum em conversas informais e na mídia.

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