cabala
Do hebraico qabbalah, 'recepção', 'tradição'.↗ fonte
Origem
Do hebraico 'qabbalah' (קַבָּלָה), significando 'recepção' ou 'tradição', referindo-se a um corpo de conhecimento místico judaico.
Mudanças de sentido
Sentido original: doutrina mística judaica.
Início da transição para o sentido de 'intriga' ou 'conspiração'.
Consolidação do sentido de 'intriga', 'conspiração' ou 'grupo conspiratório'.
O uso para descrever planos secretos e grupos que tramam em conjunto tornou-se predominante na linguagem comum, muitas vezes com uma carga pejorativa.
Manutenção dos dois sentidos: místico-religioso e de intriga/conspiração.
Primeiro registro
Registros em textos que tratam de religião e filosofia, com o sentido místico. O sentido de conspiração aparece gradualmente em textos históricos e literários.
Momentos culturais
A cabala mística ganha interesse em círculos intelectuais europeus, influenciando o pensamento esotérico.
Uso frequente em romances e peças de teatro para descrever tramas políticas e sociais secretas.
A palavra é utilizada em contextos de teorias conspiratórias e em discussões sobre grupos de poder ocultos.
Conflitos sociais
Historicamente, o termo 'cabala' foi por vezes mal interpretado ou distorcido em discursos antissemitas, associando-o a práticas secretas e malévolas do povo judeu, desvirtuando seu significado religioso e filosófico original.
Vida emocional
O sentido de 'intriga' carrega conotações de desconfiança, segredo, perigo e manipulação. O sentido místico pode evocar mistério, sabedoria oculta ou, para alguns, esoterismo e obscuridade.
Comparações culturais
Inglês: 'Kabbalah' (sentido místico) e 'cabal' (sentido de grupo conspiratório). Espanhol: 'cábala' (com ambos os sentidos). Francês: 'cabale' (principalmente sentido de intriga).
Relevância atual
A palavra 'cabala' continua a ser utilizada em português brasileiro com seus dois significados distintos. O sentido místico é encontrado em estudos sobre judaísmo e esoterismo, enquanto o sentido de conspiração é recorrente na mídia, na política e em conversas informais para descrever acordos secretos ou grupos de influência.
Origem Etimológica
Século XIII - A palavra 'cabala' tem origem no hebraico 'qabbalah' (קַבָּלָה), que significa 'recepção' ou 'tradição'. Refere-se a um corpo de conhecimento místico e esotérico dentro do judaísmo.
Entrada no Português e Primeiros Usos
Séculos XV-XVI - A palavra entra no português através do latim medieval e do contato com o hebraico, inicialmente referindo-se estritamente à tradição mística judaica. O uso para 'intriga' ou 'conspiração' começa a se desenvolver.
Evolução de Sentido e Uso
Séculos XVII-XIX - O sentido de 'intriga' ou 'conspiração' se consolida, afastando-se do significado religioso original. A palavra passa a ser usada em contextos políticos e sociais para descrever planos secretos ou grupos conspiratórios.
Uso Contemporâneo
Século XX - Atualidade - 'Cabala' mantém seus dois sentidos principais: o místico-religioso e o de intriga/conspiração. O primeiro é restrito a círculos acadêmicos e espirituais, enquanto o segundo é mais comum na linguagem cotidiana e midiática.
Do hebraico qabbalah, 'recepção', 'tradição'.