Palavras

capacidade-de-julgar

Locução substantiva formada pelas palavras 'capacidade' (do latim 'capacitas, -atis') e 'julgar' (do latim 'iudicare').

Origem

Latim

Deriva da junção de 'capacitas' (qualidade de conter, abrangência) e 'iudicare' (dizer o direito, examinar, julgar). A combinação aponta para a faculdade mental de discernir e formar juízos.

Mudanças de sentido

Século XVI-XVIII

Termo técnico-filosófico e jurídico, ligado à razão e à autonomia do indivíduo. Referências: corpus_filosofia_iluminismo.txt

Século XX

Expansão para psicologia e desenvolvimento pessoal, avaliando competências e tomada de decisão. Referências: corpus_psicologia_brasileira.txt

Anos 2000 - Atualidade

Ressignificação em contextos de pensamento crítico, inteligência emocional e literacia midiática, com ênfase no discernimento em meio à desinformação. → ver detalhes

Na atualidade, a 'capacidade de julgar' transcende o mero discernimento lógico, englobando a habilidade de avaliar criticamente fontes de informação, identificar vieses, compreender nuances emocionais e éticas, e formar opiniões fundamentadas em um ambiente digital complexo e muitas vezes polarizado. É um conceito central em debates sobre educação para a cidadania e combate à 'fake news'.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em tratados filosóficos e jurídicos europeus, com disseminação posterior para o português. A data exata de entrada no português brasileiro é difícil de precisar, mas o uso se consolida a partir do século XVII em textos acadêmicos. Referências: corpus_filosofia_antiga.txt

Momentos culturais

Iluminismo (Século XVIII)

Central nas discussões sobre a razão humana e a emancipação intelectual, influenciando o pensamento político e social. Referências: corpus_iluminismo_pensamento.txt

Psicanálise (Século XX)

Aplicada na análise do desenvolvimento psíquico e da formação da personalidade. Referências: corpus_psicanalise_brasil.txt

Debates sobre Desinformação (Anos 2010-Atualidade)

Torna-se um conceito chave na discussão sobre como navegar e discernir informações na era digital. Referências: corpus_midia_digital_br.txt

Conflitos sociais

Polarização Política (Atualidade)

A falta ou a distorção da capacidade de julgar é frequentemente apontada como causa da polarização, onde o discernimento é substituído por lealdades ideológicas ou emocionais. Referências: corpus_politica_polarizacao_br.txt

Educação e Cidadania (Contínuo)

O debate sobre como desenvolver a capacidade de julgar em estudantes é um conflito constante entre diferentes abordagens pedagógicas e objetivos educacionais. Referências: corpus_educacao_critica_br.txt

Vida emocional

Século XVI-XIX

Associada à objetividade, racionalidade e, por vezes, à frieza ou distanciamento. Referências: corpus_filosofia_antiga.txt

Século XX - Atualidade

Ganhou nuances de responsabilidade, ética e até mesmo de sabedoria. A falta dela pode gerar ansiedade e frustração. Referências: corpus_psicologia_brasileira.txt

Vida digital

Anos 2010 - Atualidade

Termo frequentemente usado em artigos, vídeos e discussões online sobre pensamento crítico, 'fake news' e literacia midiática. Referências: corpus_midia_digital_br.txt

Anos 2010 - Atualidade

Buscas por 'como desenvolver capacidade de julgar' e 'pensamento crítico' são comuns em plataformas como Google e YouTube. Referências: corpus_tendencias_busca_br.txt

Origem e Primeiros Usos

Século XVI - A palavra 'capacidade' deriva do latim 'capacitas', significando 'qualidade de conter', 'abrangência'. 'Julgar' vem do latim 'iudicare', 'dizer o direito', 'examinar'. A junção 'capacidade de julgar' surge como termo técnico-filosófico para descrever a faculdade mental de discernir e formar juízos. Referências: corpus_filosofia_antiga.txt

Evolução e Expansão de Uso

Séculos XVII-XIX - O termo se consolida em discussões filosóficas e jurídicas, especialmente no Iluminismo, associado à razão e à autonomia do indivíduo. No Brasil Colônia e Império, o uso é restrito a círculos intelectuais e acadêmicos. Referências: corpus_direito_colonial.txt

Uso Moderno e Contemporâneo

Século XX - A expressão ganha maior difusão com o desenvolvimento da psicologia, da psicanálise e das ciências sociais, sendo aplicada a contextos de desenvolvimento pessoal, tomada de decisão e avaliação de competências. No Brasil, torna-se comum em avaliações de desempenho profissional e em discussões sobre educação e formação crítica. Referências: corpus_psicologia_brasileira.txt

Atualidade e Ressignificações

Anos 2000 - Atualidade - A 'capacidade de julgar' é amplamente discutida em contextos de inteligência emocional, pensamento crítico, literacia midiática e ética. A expressão é frequentemente usada em debates sobre desinformação, polarização política e a necessidade de discernimento em um mundo saturado de informações. Referências: corpus_midia_digital_br.txt

capacidade-de-julgar

Locução substantiva formada pelas palavras 'capacidade' (do latim 'capacitas, -atis') e 'julgar' (do latim 'iudicare').

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