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capacidade-de-receber

Formada pela junção do substantivo 'capacidade', do latim 'capacitas, -atis', com a preposição 'de' e o verbo 'receber', do latim 'recipere'.

Origem

Século XVI

Deriva da junção dos termos latinos 'capacitas' (capacidade, aptidão) e 'recipere' (receber, acolher). A construção é literal e descritiva, sem uma etimologia única para a locução em si, mas sim para seus componentes.

Mudanças de sentido

Século XVI

Sentido estritamente literal e técnico: aptidão física ou intrínseca para conter ou absorver algo.

Séculos XVII-XIX

Expansão para o campo intelectual e espiritual: capacidade de absorver conhecimento, ideias ou influências divinas.

Séculos XX-XXI

Aplicações psicológicas e sociais: capacidade de aceitar afeto, críticas, feedback, ou de ser receptivo a novas experiências. O termo 'receptividade' torna-se um sinônimo mais comum e conciso.

No contexto brasileiro contemporâneo, a locução 'capacidade de receber' é menos frequente em discursos formais e informais do que sinônimos como 'receptividade', 'abertura', 'aptidão para acolher'. Seu uso é mais comum em textos que buscam uma precisão descritiva ou em contextos onde a literalidade é enfatizada.

Primeiro registro

Século XVI

Difícil de precisar um único registro, pois a locução se formou organicamente. Primeiros usos documentados em tratados filosóficos e teológicos da época, referindo-se à natureza das substâncias e à recepção de influências.

Momentos culturais

Século XVII

Presente em discussões filosóficas sobre a natureza da mente e do conhecimento, como a capacidade de o ser humano receber impressões do mundo exterior.

Século XX

Utilizada em manuais de psicologia e pedagogia para descrever a aptidão de indivíduos para o aprendizado e a interação social.

Comparações culturais

Inglês: 'capacity to receive' ou 'receptiveness'. Espanhol: 'capacidad de recibir' ou 'receptividad'. O conceito é universal, mas a forma locucional 'capacidade de receber' é mais comum em português e espanhol do que em inglês, onde 'receptiveness' é mais idiomático. Em francês, 'capacité de recevoir' ou 'réceptivité'.

Relevância atual

No português brasileiro contemporâneo, a locução 'capacidade de receber' é utilizada principalmente em contextos técnicos, acadêmicos ou quando se deseja enfatizar a literalidade do ato de receber ou acolher. Em conversas cotidianas, sinônimos como 'receptividade', 'abertura', 'aptidão' ou 'habilidade de escuta' são mais comuns.

Origem e Primeiros Usos

Século XVI - A expressão 'capacidade de receber' surge como uma construção literal a partir dos termos latinos 'capacitas' (capacidade, aptidão) e 'recipere' (receber, acolher). Inicialmente, seu uso era predominantemente técnico e filosófico, referindo-se à aptidão intrínseca de um objeto ou ser para conter ou ser afetado por algo. Não era uma palavra isolada, mas uma locução descritiva.

Evolução e Expansão de Sentido

Séculos XVII-XIX - A locução começa a ser aplicada em contextos mais amplos, incluindo a recepção de ideias, conhecimento e influências. Em textos acadêmicos e religiosos, pode referir-se à capacidade da alma de receber a graça divina ou à mente de absorver ensinamentos. O uso ainda é formal e restrito a círculos letrados.

Modernização e Uso Cotidiano

Séculos XX-XXI - A expressão 'capacidade de receber' ganha maior fluidez e é utilizada em diversas áreas, como psicologia (capacidade de receber afeto, críticas), pedagogia (capacidade de receber instrução) e até em contextos mais informais, embora a forma 'capacidade receptiva' ou simplesmente 'receptividade' seja mais comum para evitar a construção longa. No Brasil, a locução mantém seu sentido literal, mas sua frequência como termo isolado diminui em favor de sinônimos mais concisos.

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Formada pela junção do substantivo 'capacidade', do latim 'capacitas, -atis', com a preposição 'de' e o verbo 'receber', do latim 'recipere…

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