cara-feia

Composição de 'cara' (rosto) e 'feia' (adjetivo feminino de feio).

Origem

Século XVI

Composição do substantivo 'cara' (do latim 'cara', rosto) e do adjetivo 'feia' (do latim 'foeda', suja, vil, feia). Originalmente, referia-se a um rosto com aparência desagradável.

Mudanças de sentido

Séculos XVII-XIX

Transição do sentido literal para o figurado, passando a descrever uma expressão facial de desagrado, mau humor ou desaprovação.

Século XX

Consolidação como expressão idiomática para indicar contrariedade ou insatisfação, com uso frequente no cotidiano e na literatura popular.

Século XXI

Manutenção do uso tradicional, com adição de conotações irônicas ou exageradas no contexto digital, aparecendo em memes e interações online.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos literários e documentos da época que descrevem aparências físicas e, gradualmente, começam a usar a expressão de forma mais figurada.

Momentos culturais

Século XX

Presença em obras literárias, teatrais e musicais que retratam o cotidiano e as relações interpessoais no Brasil.

Século XXI

Popularização em memes e conteúdos virais nas redes sociais, frequentemente associada a reações de descontentamento ou sarcasmo.

Vida emocional

Desde o Século XVII

Associada a emoções negativas como raiva, tristeza, frustração, desaprovação e mau humor. Carrega um peso de negatividade e descontentamento.

Vida digital

Século XXI

Utilizada em comentários e legendas para expressar descontentamento de forma humorística ou exagerada. Frequente em memes que retratam situações de frustração ou desagrado.

Século XXI

Pode aparecer em hashtags relacionadas a reações negativas ou sarcasmo em posts de redes sociais.

Representações

Século XX - Atualidade

Personagens em novelas, filmes e séries frequentemente exibem 'cara feia' para demonstrar conflitos, desaprovação ou mau humor em cenas dramáticas ou cômicas.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'Frown' (franzir a testa, carrancar) ou 'sour face' (rosto azedo/feio). Espanhol: 'cara de pocos amigos' (rosto de poucos amigos) ou 'cara de enfado' (rosto de enfado). Francês: 'faire la gueule' (fazer a cara de poucos amigos/emburrado).

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'cara feia' continua sendo uma forma vívida e amplamente compreendida no português brasileiro para descrever uma expressão facial de desagrado ou mau humor, mantendo sua relevância no vocabulário cotidiano e adaptando-se ao contexto digital.

Formação e Composição

Século XVI - A expressão 'cara feia' surge como uma junção do substantivo 'cara' (do latim 'cara', significando rosto) com o adjetivo 'feia' (do latim 'foeda', significando suja, vil, feia). Inicialmente, descrevia literalmente um rosto com traços desagradáveis ou desfigurado.

Transição de Sentido e Uso Figurado

Séculos XVII-XIX - A expressão começa a ser utilizada de forma figurada para descrever um semblante de desagrado, mau humor ou desaprovação, transferindo o sentido literal de feiura para uma manifestação emocional negativa.

Consolidação do Uso e Popularização

Século XX - 'Cara feia' se consolida como uma expressão idiomática comum no português brasileiro, utilizada em diversos contextos para descrever a expressão facial de alguém que está contrariado, zangado ou insatisfeito. Ganha espaço na literatura popular e no cotidiano.

Era Digital e Ressignificação

Século XXI - A expressão mantém seu uso tradicional, mas também se adapta ao ambiente digital, aparecendo em memes, comentários e discussões online. Pode ser usada de forma irônica ou exagerada para expressar descontentamento em redes sociais.

cara-feia

Composição de 'cara' (rosto) e 'feia' (adjetivo feminino de feio).

PalavrasConectando idiomas e culturas