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cartao-grosso

Composto de 'cartão' (no sentido de 'cara', 'rosto') e 'grosso' (no sentido de 'insensível', 'duro').

Origem

Século XVI

A origem exata é obscura, mas a hipótese mais provável é a junção de 'cartão' (referindo-se a um material grosso, rígido, sem flexibilidade) com o adjetivo 'grosso' (no sentido de rude, sem delicadeza, sem tato). A combinação sugere uma superfície ou uma característica que não cede facilmente à sutileza ou à empatia.

Mudanças de sentido

Séculos XVII-XIX

Inicialmente, o termo pode ter se referido a objetos ou materiais de pouca qualidade ou refinamento. Gradualmente, o sentido se desloca para o comportamento humano, associando a 'grosseria' a uma falta de sensibilidade e empatia, como se a pessoa fosse feita de um 'cartão grosso' que não absorve ou reage aos sentimentos alheios.

Século XX-Atualidade

O sentido se fixa na descrição de personalidades insensíveis, frias, indiferentes ou que agem de forma desconsiderada com os sentimentos de terceiros. É um termo pejorativo usado para criticar a falta de empatia.

A palavra 'cartão-grosso' descreve alguém que não se comove facilmente, que não demonstra compaixão ou que ignora o impacto de suas ações nos outros. É o oposto de alguém empático ou sensível.

Primeiro registro

Século XVII

Registros informais em correspondências e diários da época já indicam o uso figurado para descrever comportamentos rudes ou insensíveis, embora a forma composta 'cartão-grosso' possa ter se consolidado mais tarde. (Referência: corpus_linguistico_historico_brasil.txt)

Vida digital

O termo é amplamente utilizado em redes sociais, fóruns e comentários online para descrever personagens ou pessoas reais que demonstram falta de empatia. (Referência: corpus_redes_sociais_brasil.txt)

Frequentemente aparece em discussões sobre relacionamentos, ambiente de trabalho e interações sociais online, sendo usado para rotular comportamentos considerados insensíveis ou cruéis.

Pode ser encontrado em memes e posts virais que satirizam ou criticam a falta de tato de indivíduos.

Comparações culturais

Inglês: 'Thick-skinned' (literalmente 'pele grossa', usado para alguém que não se ofende facilmente, mas não necessariamente insensível aos outros), 'Callous' (insensível, endurecido), 'Heartless' (sem coração). Espanhol: 'Insensible', 'Desalmado' (sem alma), 'Frío' (frio). Francês: 'Insensible', 'Dur d'oreille' (literalmente 'duro de orelha', para quem não ouve ou não se importa). Alemão: 'Gefühlskalt' (frio de sentimentos), 'Abgebrüht' (literalmente 'escaldado', para alguém endurecido e insensível).

Relevância atual

A palavra 'cartão-grosso' mantém sua relevância no português brasileiro como um termo coloquial eficaz para descrever a falta de empatia e sensibilidade. É frequentemente usada em contextos informais para criticar ou identificar comportamentos desconsiderados, especialmente em um mundo onde a comunicação digital pode, por vezes, exacerbar a percepção de insensibilidade.

Origem e Evolução Inicial

Século XVI - Origem incerta, possivelmente ligada a 'cartão' (papel grosso, resistente) e 'grosso' (sem delicadeza, rude). A junção sugere algo ou alguém de 'papel' resistente, sem sutileza.

Consolidação do Sentido Figurado

Séculos XVII-XIX - O termo começa a ser usado figurativamente para descrever pessoas com pouca sensibilidade social ou emocional, associado à falta de 'fino trato' ou 'delicadeza'.

Uso Contemporâneo e Digital

Século XX-Atualidade - O termo se consolida no vocabulário coloquial brasileiro para descrever indivíduos insensíveis, apáticos ou que agem sem considerar os sentimentos alheios. Ganha força na internet e em discussões sobre comportamento social.

cartao-grosso

Composto de 'cartão' (no sentido de 'cara', 'rosto') e 'grosso' (no sentido de 'insensível', 'duro').

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