casavam-se
Derivado do latim 'casare', que significa 'casar'.
Origem
Deriva do latim vulgar 'casare', relacionado a 'casa' (moradia). O pronome 'se' tem origem no pronome latino 'se'.
Mudanças de sentido
O sentido primário de 'unir-se em matrimônio' é estável. Raramente usado metaforicamente para indicar forte união ou aliança entre entidades.
Embora o sentido principal seja matrimonial, em contextos literários ou figurados, 'casavam-se' pode descrever a união harmoniosa de elementos, como 'as cores se casavam perfeitamente na tela' ou 'duas ideias que se casavam bem'.
Primeiro registro
Registros de textos em português antigo já apresentam a conjugação verbal com pronomes oblíquos pospostos, incluindo formas como 'casavam-se' em documentos e crônicas.
Momentos culturais
Presente em obras literárias clássicas portuguesas e brasileiras, descrevendo costumes sociais e rituais matrimoniais da época.
Comum em letras de músicas populares brasileiras, frequentemente retratando o ideal romântico do casamento.
Frequentemente utilizada em diálogos de novelas para descrever casamentos de personagens, tanto no passado quanto no presente, refletindo a norma culta.
Conflitos sociais
A discussão sobre a norma culta versus a fala coloquial em relação à colocação pronominal ('casavam-se' vs. 'se casavam') reflete tensões sociais sobre prestígio linguístico e identidade regional.
A preferência pela próclise ('se casavam') no Brasil, especialmente na fala cotidiana, é vista por alguns como uma simplificação ou 'corrupção' da norma culta, enquanto outros a defendem como uma evolução natural da língua adaptada à realidade brasileira. 'Casavam-se' é frequentemente associado a um registro mais formal, literário ou a falantes que seguem estritamente a gramática normativa.
Vida emocional
Associada a sentimentos de união, compromisso, família, celebração e, por vezes, obrigação social ou tradição.
Vida digital
A forma 'casavam-se' aparece em contextos digitais formais, como artigos acadêmicos sobre linguística, notícias e publicações de instituições. A forma 'se casavam' é predominante em redes sociais e conversas informais online.
Representações
Presente em diálogos de filmes, séries e novelas brasileiras, especialmente em cenas que buscam um tom mais formal ou histórico. A escolha entre 'casavam-se' e 'se casavam' pode indicar o nível de formalidade ou o perfil do personagem.
Comparações culturais
Inglês: 'they were getting married' ou 'they married'. Espanhol: 'se casaban'. Francês: 'ils se mariaient'. Italiano: 'si sposavano'. O português brasileiro, assim como o espanhol, mantém a estrutura com o pronome oblíquo antes do verbo na fala coloquial ('se casavam'), enquanto a forma posposta ('casavam-se') é mais formal, similar ao uso em outras línguas românicas.
Relevância atual
A forma 'casavam-se' mantém sua relevância como um marcador de formalidade e correção gramatical no português brasileiro. Sua presença em textos escritos e na fala de indivíduos que prezam pela norma culta a mantém viva, contrastando com a maior frequência da próclise ('se casavam') na comunicação oral e informal.
Origem Latina e Formação do Português
Século XIII - O verbo 'casar' deriva do latim vulgar 'casare', que por sua vez vem de 'casa' (cabana, moradia). A forma 'casavam-se' é a junção do verbo 'casar' no pretérito imperfeito do indicativo (casavam) com o pronome oblíquo átono 'se', ambos com origens no latim.
Consolidação no Português Antigo e Clássico
Séculos XV-XVIII - A estrutura 'casavam-se' já estava consolidada na língua portuguesa, refletindo o uso do pronome oblíquo átono posposto em verbos no indicativo, especialmente em orações subordinadas ou após certas conjunções. O sentido de 'unir-se em matrimônio' era o principal.
Evolução no Brasil Colonial e Imperial
Séculos XVI-XIX - O uso de 'casavam-se' acompanhou a evolução do português falado no Brasil, mantendo o sentido matrimonial. A norma culta seguia o padrão europeu, mas a oralidade podia apresentar variações. A estrutura com o pronome posposto era a mais comum em contextos formais.
Modernidade e Contemporaneidade
Século XX - Atualidade - A forma 'casavam-se' continua sendo a mais gramaticalmente correta em muitos contextos formais, embora a próclise ('se casavam') tenha ganhado popularidade na fala e em textos menos formais, especialmente no Brasil. O sentido principal permanece o matrimonial, mas pode ser usado metaforicamente.
Derivado do latim 'casare', que significa 'casar'.