celestina

Origem incerta, possivelmente ligada ao latim 'caelestis' (celestial).

Origem

Antiguidade Clássica

Do latim 'caelestis', significando 'celestial', 'divino', 'do céu'. O sufixo '-ina' indica pertencimento ou relação.

Mudanças de sentido

Séculos XV-XVI

A palavra entra no português com o sentido literal de 'celestial' ou 'ave do céu'. O sentido de 'alcoviteira' ou 'casamenteira' se populariza a partir da obra 'La Celestina' de Fernando de Rojas, onde a personagem principal exerce essa função.

A personagem Celestina, uma velha astuta e manipuladora, tornou-se arquétipo da intermediária em relações amorosas ilícitas ou clandestinas, conferindo à palavra 'celestina' essa conotação específica.

Séculos XVII-XIX

Os dois sentidos coexistem. O sentido de ave é mais restrito ao vocabulário ornitológico. O sentido de alcoviteira se consolida na literatura e no uso popular, frequentemente com uma carga negativa.

A figura da celestina é explorada em diversas obras literárias, reforçando sua imagem como figura que trama e manipula para unir ou separar casais, muitas vezes por interesse próprio.

Atualidade

O termo é dicionarizado com ambos os significados. O sentido de ave é menos comum no uso geral. O sentido de alcoviteira é compreendido, mas pode ser considerado arcaico ou específico de contextos literários e históricos.

Embora o termo 'celestina' para alcoviteira não seja de uso corrente no dia a dia, a figura que ele representa ainda é reconhecida e pode ser evocada em discussões sobre relacionamentos e manipulação.

Primeiro registro

Século XVI

Registros do termo em português com o sentido de ave e, posteriormente, influenciado pela obra 'La Celestina' (publicada em 1499), que popularizou o sentido de alcoviteira.

Momentos culturais

Final do Século XV

Publicação de 'La Celestina' (1499) por Fernando de Rojas, obra fundamental que deu origem ao arquétipo da personagem 'celestina' como alcoviteira.

Séculos XVII-XIX

A figura da celestina é recorrente na literatura europeia e brasileira, como em peças teatrais e romances, explorando a temática da intermediação amorosa e da manipulação.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: O termo 'procuress' ou 'go-between' pode ser usado para a função de alcoviteira, mas não deriva diretamente de um nome próprio como em 'celestina'. O sentido de ave é 'cedar waxwing'. Espanhol: 'Celestina' é amplamente reconhecido com o mesmo sentido de alcoviteira, diretamente ligado à obra de Rojas. Francês: 'Entremetteuse' ou 'marieuse' para a função de alcoviteira.

Relevância atual

Atualidade

O termo 'celestina' é formalmente reconhecido em dicionários com seus dois significados principais. O sentido de ave é específico. O sentido de alcoviteira é mais figurado e histórico, remetendo a um papel social específico que, embora menos explícito, ainda pode ser identificado em dinâmicas de relacionamento.

Origem Etimológica

Deriva do latim 'caelestis', que significa 'celestial', 'divino', 'do céu'. O sufixo '-ina' pode indicar algo relacionado ou pertencente a.

Entrada no Português e Primeiros Usos

A palavra 'celestina' surge em português com os sentidos de 'ave do céu' ou 'relativo ao céu'. O sentido de 'alcoviteira' ou 'casamenteira' se desenvolve a partir da associação com a figura de Celestina, personagem da obra espanhola 'La Celestina'.

Consolidação dos Sentidos

Os dois sentidos principais da palavra – a ave e a profissão de intermediação amorosa/alcateia – coexistem. O uso literário e popular solidifica a figura da 'celestina' como uma figura astuta e manipuladora no âmbito das relações amorosas.

Uso Contemporâneo

O termo 'celestina' é reconhecido em dicionários com ambos os significados. O sentido de ave é mais específico e ornitológico, enquanto o de alcoviteira é mais figurado e, por vezes, pejorativo, remetendo a uma figura que manipula relacionamentos.

celestina

Origem incerta, possivelmente ligada ao latim 'caelestis' (celestial).

PalavrasConectando idiomas e culturas