charneira

Do francês 'charnière', relativo a 'charneira' (dobradiça).

Origem

Século XV/XVI

Do francês 'charnière', que significa dobradiça ou articulação. A origem remota ao latim 'articulus', diminutivo de 'artus' (articulação).

Mudanças de sentido

Século XV/XVI

Sentido literal: peça mecânica que une duas partes e permite o movimento, como em dobradiças de portas e janelas.

Séculos XVII-XIX

Sentido figurado: ponto de conexão, articulação ou transição entre dois elementos, momentos ou estados. Ex: 'A descoberta foi a charneira para o avanço científico'.

Atualidade

Mantém os sentidos literal e figurado, sendo mais comum em contextos formais ou técnicos.

A palavra 'charneira' é frequentemente utilizada em contextos históricos, filosóficos ou de análise de processos, para denotar um momento decisivo ou um ponto de inflexão que muda o curso de eventos. Por exemplo, um tratado de paz pode ser descrito como a 'charneira' de um conflito.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos de engenharia e arquitetura, descrevendo peças mecânicas. O uso figurado aparece gradualmente em textos literários e filosóficos posteriores.

Momentos culturais

Século XIX

Uso em textos de história e filosofia para descrever momentos cruciais na evolução de sociedades ou ideias.

Século XX

Aparece em obras literárias e ensaios que analisam transições históricas ou sociais.

Comparações culturais

Inglês: 'Hinge' (literalmente dobradiça, usado figurativamente para ponto crucial). Espanhol: 'Bisagra' (literalmente dobradiça, também usado figurativamente para ponto crucial ou momento de transição). Francês: 'Charnière' (origem da palavra, com os mesmos sentidos).

Relevância atual

A palavra 'charneira' é considerada formal e um tanto arcaica na linguagem coloquial brasileira, mas mantém sua relevância em contextos acadêmicos, técnicos e literários para descrever pontos de inflexão ou articulações significativas.

Origem e Entrada no Português

Século XV/XVI — Deriva do francês 'charnière' (dobradiça, articulação), que por sua vez vem do latim 'articulus' (pequena articulação). A palavra entra no português com o sentido de peça mecânica que permite o movimento de rotação, como em portas e janelas.

Evolução do Sentido

Séculos XVII-XIX — O sentido se expande para o figurado, indicando um ponto de conexão ou transição entre duas coisas, momentos ou estados. Começa a ser usada em contextos mais abstratos, como 'charneira da história' ou 'charneira da vida'.

Uso Contemporâneo

Século XX-Atualidade — Mantém os sentidos literal (peça mecânica) e figurado (ponto crucial, momento de transição). É uma palavra formal, encontrada em dicionários e textos mais elaborados, mas menos comum na linguagem coloquial cotidiana.

charneira

Do francês 'charnière', relativo a 'charneira' (dobradiça).

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