chegar-nos-emos
Do latim 'careare'.
Origem
Deriva do latim vulgar *নিকcolligare*, com o sentido de 'atar junto', 'unir', evoluindo para 'alcançar', 'atingir'. A forma verbal 'chegar-nos-emos' é uma construção gramatical do português arcaico, combinando o verbo 'chegar' com o pronome oblíquo átono 'nos' e a desinência de primeira pessoa do plural do futuro do subjuntivo '-emos'.
Mudanças de sentido
O sentido do verbo 'chegar' permaneceu estável, referindo-se ao ato de atingir um local, estado ou objetivo. A complexidade reside na forma verbal e na colocação pronominal, que mudaram com o tempo.
A forma 'chegar-nos-emos' é obsoleta. O verbo 'chegar' continua a ser amplamente usado com seu sentido original, mas em construções gramaticais modernas, como 'nós chegaremos' (futuro do indicativo) ou 'quando nós chegarmos' (futuro do subjuntivo).
Primeiro registro
Registros em textos literários e documentos legais do português arcaico, onde a colocação pronominal enclítica era a norma e o futuro do subjuntivo era mais empregado em orações subordinadas condicionais ou temporais.
Momentos culturais
Presente em obras literárias como crônicas históricas, romances de cavalaria e poesia, refletindo a norma culta da época. Exemplo hipotético: 'Quando nós nos chegarmos à corte, seremos recebidos com honras.'
Comparações culturais
Inglês: O inglês moderno não possui uma construção equivalente direta para o futuro do subjuntivo com pronome oblíquo enclítico. Expressões como 'when we arrive' (futuro do indicativo) ou 'if we arrive' (futuro do indicativo) são usadas. Espanhol: O espanhol possui o futuro de subjuntivo (futuro de subjuntivo), mas a colocação pronominal é diferente e a forma verbal específica 'llegáremos' (primeira pessoa do plural) é arcaica, substituída por 'lleguemos' (presente de subjuntivo) ou 'llegáramos'/'llegásemos' (pretérito imperfeito de subjuntivo) em contextos modernos. Francês: O francês antigo possuía formas verbais e colocações pronominais mais próximas, mas o francês moderno usa construções como 'quand nous arriverons' (futuro simples) ou 'si nous arrivons' (presente do indicativo).
Relevância atual
A forma 'chegar-nos-emos' não possui relevância prática no português brasileiro contemporâneo, sendo um vestígio gramatical. Sua importância reside no estudo da evolução da língua portuguesa e na compreensão de textos históricos.
Origem Latina e Formação do Português
Séculos XII-XIII — O verbo 'chegar' deriva do latim vulgar *নিকcolligare*, que significa 'atar junto', 'unir', evoluindo para 'alcançar', 'atingir'. A forma verbal 'chegar-nos-emos' é uma construção gramatical do português arcaico, combinando o verbo 'chegar' com o pronome oblíquo átono 'nos' e a desinência de primeira pessoa do plural do futuro do subjuntivo '-emos'.
Uso Arcaico e Declínio
Séculos XIV-XVIII — A forma 'chegar-nos-emos' era utilizada em contextos formais e literários, refletindo a sintaxe e a morfologia do português antigo. Com a evolução da língua, a ordem dos pronomes oblíquos átonos sofreu alterações, e a conjugação do futuro do subjuntivo com pronomes enclíticos (após o verbo) tornou-se menos comum em favor de outras construções ou do futuro do indicativo.
Desuso Contemporâneo e Reconstrução
Séculos XIX-Atualidade — A forma 'chegar-nos-emos' é considerada arcaica e raramente utilizada na fala ou escrita contemporânea do português brasileiro. Sua compreensão é restrita a estudos linguísticos ou à leitura de textos antigos. A forma mais comum para expressar a ideia seria 'quando chegarmos' ou 'se chegarmos'.
Do latim 'careare'.