cheia
Do latim 'plenus', pelo latim vulgar '*plena'.↗ fonte
Origem
Deriva do adjetivo latino 'plenus', que significa cheio, repleto, completo, saturado.
Mudanças de sentido
Sentido literal de algo que atingiu sua capacidade máxima, sem espaço para mais nada. Ex: 'o copo está cheio'.
Início do uso figurado, como em 'cheio de dívidas' ou 'cheio de problemas'.
Consolidação de expressões idiomáticas como 'cheia de si' (arrogante) e 'maré cheia' (referente à maré alta).
Ampla gama de usos figurados, incluindo estados emocionais ('cheia de esperança'), eventos ('uma casa cheia') e descrições de intensidade ('uma noite cheia de estrelas').
A palavra 'cheia' é um adjetivo que descreve um estado de plenitude, seja física ou figurada. Sua forma feminina é usada para concordar com substantivos femininos, como 'a sala está cheia' ou 'a lua está cheia'.
Primeiro registro
Registros em textos antigos em português, como as cantigas galego-portuguesas, já utilizavam o termo em seu sentido literal.
Momentos culturais
Presente em obras literárias para descrever cenários, emoções e situações, como em 'Os Lusíadas' de Camões, onde pode descrever a abundância ou a plenitude.
Utilizada em letras de músicas para evocar sentimentos de completude, excesso ou intensidade, como em canções sobre amor ('coração cheio') ou festas ('a noite está cheia').
Comparações culturais
Inglês: 'full' (literalmente cheio, completo). Espanhol: 'lleno/llena' (literalmente cheio, repleto). Francês: 'plein/pleine' (cheio, pleno). Italiano: 'pieno/piena' (cheio, pleno). O conceito de plenitude e saturação é universal, com variações lexicais consistentes entre as línguas românicas e germânicas.
Relevância atual
A palavra 'cheia' continua sendo um termo fundamental na língua portuguesa, com uso diário em contextos literais e figurados. Sua presença em expressões idiomáticas e na descrição de estados físicos e emocionais garante sua relevância contínua.
Origem Latina
Século XIII — do latim 'plenus', significando cheio, repleto, completo.
Evolução no Português
Idade Média - Século XIX — Uso comum para descrever recipientes, espaços ou estados físicos de saturação. O termo 'cheia' (feminino de 'cheio') se estabelece com o mesmo sentido.
Uso Moderno e Figurado
Século XX - Atualidade — Expansão para sentidos figurados: 'cheia de si' (arrogante), 'maré cheia' (alta), 'noite cheia' (com muitos eventos ou pessoas). A palavra mantém sua formalidade e uso dicionarizado.
Do latim 'plenus', pelo latim vulgar '*plena'.