cheio-de
Combinação do adjetivo 'cheio' com a preposição 'de'.
Origem
Deriva do latim 'implere' (encher, preencher), cujo particípio passado é 'impletus'. A preposição 'de' tem origem no latim 'de'.
Forma-se a locução 'cheio de' a partir da junção do particípio 'cheio' com a preposição 'de', consolidando-se no português medieval.
Mudanças de sentido
Sentido literal de preenchimento físico ou material.
Expansão para sentidos figurados, como 'cheio de virtudes' ou 'cheio de defeitos'.
Uso para descrever estados emocionais intensos, como 'cheio de alegria' ou 'cheio de tristeza'.
Incorporação em expressões idiomáticas e gírias, mantendo o sentido de abundância ou excesso.
Mantém os sentidos tradicionais, mas também é usada de forma mais coloquial e enfática em contextos informais e digitais, como em 'cheio de marra' ou 'cheio de si'.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em português, como crônicas e cantigas, onde a locução já aparece em seu sentido básico de preenchimento.
Momentos culturais
Presente em obras de Camões, Machado de Assis e outros autores, descrevendo personagens, cenários e sentimentos.
Utilizada em letras de músicas para expressar emoções e situações cotidianas, como em 'cheio de saudade'.
Empregada em diálogos de filmes, novelas e séries para caracterizar personagens e situações.
Vida digital
A expressão é comum em redes sociais, aplicativos de mensagem e fóruns online, frequentemente em contextos informais e com ênfase.
Pode ser parte de memes ou gírias, como 'cheio de frescura' ou 'cheio de atitude', adaptando-se à linguagem da internet.
Buscas por expressões como 'cheio de si' ou 'cheio de energia' são frequentes, indicando o uso contínuo da locução.
Comparações culturais
Inglês: 'full of' (literalmente 'cheio de'), 'filled with'. Espanhol: 'lleno de'. Ambas as línguas possuem construções similares para expressar a ideia de plenitude ou saturação. O francês usa 'plein de'.
Relevância atual
A locução 'cheio de' permanece extremamente relevante no português brasileiro, sendo uma das formas mais comuns e versáteis de expressar a ideia de abundância, saturação ou posse de uma característica. Sua adaptabilidade a diferentes registros linguísticos, do formal ao informal e digital, garante sua vitalidade.
Origem e Formação no Português
Séculos XII-XIII — A expressão 'cheio de' surge como uma locução adjetiva, combinando o particípio passado do verbo 'encher' (do latim 'implere') com a preposição 'de'.
Consolidação e Diversificação de Uso
Séculos XIV-XVIII — A locução se estabelece no vocabulário, sendo utilizada em contextos literários e cotidianos para expressar a ideia de plenitude, abundância ou saturação.
Modernidade e Expressividade
Séculos XIX-XX — 'Cheio de' ganha nuances mais expressivas, sendo empregada para descrever estados emocionais, qualidades morais ou características físicas de forma enfática.
Atualidade e Uso Digital
Séculos XXI — A expressão mantém sua vitalidade, adaptando-se a novos contextos, incluindo o digital, onde pode aparecer em gírias, memes e em descrições informais.
Combinação do adjetivo 'cheio' com a preposição 'de'.