Palavras

cheiras

Origem incerta, possivelmente do latim vulgar *exarrare, derivado de 'arrar' (sulcar).

Origem

Latim Vulgar

Do latim vulgar 'olfacere', que significa 'sentir o cheiro', 'exalar odor'.

Mudanças de sentido

Latim e Português Arcaico

O verbo 'cheirar' originalmente referia-se à percepção de odores, tanto agradáveis quanto desagradáveis, e também à ação de exalar um odor.

Séculos XVI-XVIII

O sentido de 'cheirar' como 'ter um odor' (geralmente desagradável) ganha proeminência, especialmente em contextos mais populares ou pejorativos. O sentido de 'farejar' ou 'investigar' também se desenvolve.

A conotação negativa associada a 'cheirar mal' pode ter influenciado a preferência por outras formas verbais em contextos informais no Brasil.

Atualidade

O verbo mantém seus sentidos originais, mas a forma 'cheiras' é restrita a contextos formais ou arcaizantes no português brasileiro. O sentido figurado de 'desconfiar' ou 'ter suspeita' é comum em outras conjugações ('cheira a golpe').

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos medievais portugueses, como crônicas e documentos administrativos, atestam o uso do verbo 'cheirar' e suas conjugações.

Momentos culturais

Literatura Clássica Portuguesa

O verbo 'cheirar' aparece em obras de Camões e outros autores clássicos, com seus diversos sentidos.

Música Popular Brasileira

Embora a forma 'cheiras' seja rara, o verbo 'cheirar' em outras conjugações é frequente em letras de música, muitas vezes com conotações populares ou figuradas ('cheirar a...', 'cheirar bem/mal').

Vida emocional

A palavra 'cheirar' pode evocar sensações físicas fortes, desde o prazer de um aroma agradável até o desconforto de um odor fétido. A forma 'cheiras', por ser formal, carrega um peso de erudição ou arcaísmo.

Vida digital

Buscas por 'cheirar' em português brasileiro geralmente se referem a usos coloquiais ou figurados do verbo, não à forma específica 'cheiras'.

A forma 'cheiras' pode aparecer em discussões sobre gramática normativa ou em contextos literários digitais.

Comparações culturais

Inglês: O verbo 'to smell' tem sentidos similares. A segunda pessoa do plural ('you smell') é a mesma para singular e plural, e o imperativo ('smell!') também é direto. Não há uma forma equivalente a 'cheiras' que seja distintamente plural e formal. Espanhol: O verbo 'oler' tem sentidos parecidos. A forma correspondente a 'cheiras' seria 'oléis' (vós cheiráis) em algumas variantes do espanhol, mas o uso de 'vosotros' é mais comum na Espanha do que na América Latina, onde 'ustedes huelen' (vocês cheiram) é predominante. Francês: 'Sentir' (sentir o cheiro) ou 'puer' (ter mau cheiro). A segunda pessoa do plural é 'vous sentez' ou 'vous puez'.

Relevância atual

No português brasileiro contemporâneo, a forma 'cheiras' é considerada arcaica ou excessivamente formal para a comunicação cotidiana. O uso predominante é 'vocês cheiram' (indicativo) ou 'cheirem' (imperativo). A palavra mantém relevância em estudos linguísticos, literatura e em contextos que buscam um registro mais formal ou histórico da língua.

Origem Etimológica e Latim Vulgar

Deriva do latim vulgar 'olfacere', composto por 'olere' (ter cheiro) e 'facere' (fazer). A forma 'cheirar' surge no português arcaico.

Entrada e Consolidação no Português

A palavra 'cheirar' e suas conjugações, incluindo 'cheiras', consolidam-se na língua portuguesa a partir do período medieval, com registros em textos literários e administrativos.

Uso Contemporâneo

A forma 'cheiras' é a segunda pessoa do plural (vós) do presente do indicativo ou imperativo do verbo 'cheirar'. Seu uso é formal e menos comum no português brasileiro coloquial, que prefere 'vocês cheiram' ou 'cheirem'.

cheiras

Origem incerta, possivelmente do latim vulgar *exarrare, derivado de 'arrar' (sulcar).

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