cliché

Do francês 'cliché', originado do verbo 'clicher' (tirar uma cópia).

Origem

Século XIX

Do francês 'cliché', que por sua vez deriva do verbo 'clicher' (fazer barulho de clique). Originalmente, referia-se a uma matriz metálica usada na impressão tipográfica, um molde para reproduzir texto ou imagens.

Mudanças de sentido

Século XIX

Sentido literal: matriz metálica para impressão.

Início do século XX

Sentido figurado inicial: reprodução mecânica e previsível.

A transição do sentido técnico para o figurado ocorreu à medida que a ideia de 'molde' e 'reprodução' foi aplicada a conceitos abstratos, como ideias, discursos e comportamentos que se tornavam repetitivos e previsíveis, perdendo a originalidade.

Meados do século XX - Atualidade

Sentido consolidado: lugar-comum, estereótipo, falta de originalidade.

A palavra passou a designar especificamente aquilo que é excessivamente usado a ponto de se tornar previsível e desprovido de impacto ou novidade. É frequentemente usada em críticas a obras culturais, discursos políticos e comportamentos sociais.

Primeiro registro

Século XIX

Registros iniciais no português brasileiro datam do século XIX, com o sentido técnico ligado à imprensa e à reprodução gráfica. A entrada do sentido figurado é mais proeminente a partir do início do século XX.

Momentos culturais

Século XX

Amplamente utilizada na crítica literária e cinematográfica para descrever tramas, personagens ou diálogos previsíveis.

Final do século XX - Atualidade

Comum em discussões sobre publicidade, marketing e comunicação, onde a repetição de slogans ou estratégias pode levar a um 'clichê'.

Vida digital

Anos 2000 - Atualidade

A palavra 'clichê' (ou 'cliché') é frequentemente usada em redes sociais, blogs e fóruns para criticar conteúdo considerado repetitivo ou sem originalidade, como memes que se esgotam rapidamente ou tendências que se tornam saturadas.

Atualidade

Termo comum em discussões sobre cultura pop, música e humor online, onde a identificação de um 'clichê' pode ser tanto uma crítica quanto um elemento de autoconsciência humorística.

Comparações culturais

Século XIX - Atualidade

Inglês: 'cliché' (mesma origem e sentido figurado, adotado diretamente do francês). Espanhol: 'cliché' ou 'estereotipo' (com sentido similar de algo repetido e previsível). Francês: 'cliché' (origem da palavra, com sentido técnico e figurado).

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'clichê' (ou 'cliché') mantém sua relevância no português brasileiro como um termo crítico para identificar e desqualificar a falta de originalidade em diversas esferas, desde a arte e a mídia até o discurso cotidiano e as interações digitais. A forma aportuguesada 'clichê' é a mais comum no uso geral.

Origem Etimológica e Entrada no Português

Século XIX — do francês 'cliché', originado do verbo 'clicher' (fazer barulho de clique), referindo-se a uma matriz metálica para impressão de texto ou imagem. A palavra entrou no português com este sentido técnico.

Evolução do Sentido para o Figurativo

Início do século XX — o sentido técnico de 'matriz' ou 'molde' começou a ser aplicado metaforicamente a ideias, expressões ou comportamentos repetidos e previsíveis, perdendo originalidade.

Uso Contemporâneo e Digital

Atualidade — a palavra 'cliché' é amplamente utilizada no português brasileiro, tanto na forma aportuguesada 'clichê' quanto na original francesa, para descrever algo batido, sem originalidade, um lugar-comum, especialmente em contextos culturais, sociais e de comunicação.

cliché

Do francês 'cliché', originado do verbo 'clicher' (tirar uma cópia).

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