cobiçavam
Do latim 'cupidiare', derivado de 'cupidus' (desejoso).
Origem
Do latim 'cupidiare', derivado de 'cupidus' (desejoso, ávido), que remonta a 'cupere' (desejar ardentemente). A forma verbal em português se desenvolveu a partir daí.
Mudanças de sentido
Desejar intensamente, ter ânsia por algo, frequentemente com conotação de ganância ou inveja.
Associado a desejos proibidos, ambições terrenas e, em contextos religiosos, a pecados capitais como a cobiça.
Mantém o sentido de desejar ardentemente, mas seu uso é mais formal ou literário. A forma 'cobiçavam' é específica para a terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo, descrevendo um desejo passado e contínuo.
O verbo 'cobiçar' é menos comum no dia a dia do português brasileiro contemporâneo, sendo substituído por 'desejar', 'querer', 'ambicionar' em muitos contextos. A forma 'cobiçavam' é encontrada em narrativas, descrições históricas ou literárias para evocar um estado de desejo passado.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em português, como crônicas e textos religiosos, onde o verbo 'cobiçar' já aparece em diferentes conjugações.
Momentos culturais
A palavra e suas conjugações são frequentes em obras que tratam de moralidade, vícios e virtudes, como em textos religiosos e épicos.
Encontrada em romances e crônicas que descrevem as aspirações e os desejos dos personagens em diferentes contextos sociais.
Vida emocional
Associada a sentimentos negativos como ganância, inveja e desejo excessivo, mas também a uma forte ânsia por algo.
Carrega um peso de desejo intenso, muitas vezes com uma conotação de algo que não se deve ter ou que é difícil de alcançar. A forma 'cobiçavam' evoca um passado de forte desejo.
Comparações culturais
Inglês: 'coveted' (desejado, cobiçado) ou 'craved' (desejado ardentemente). Espanhol: 'codiciaban' (terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo de 'codiciar'), com sentido muito similar. Francês: 'convoitaient' (terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo de 'convoiter'), também com sentido de desejar intensamente.
Relevância atual
A forma 'cobiçavam' é raramente usada no discurso falado cotidiano no Brasil, sendo mais comum em textos literários, históricos ou em contextos que buscam um tom mais formal ou arcaico. O verbo 'cobiçar' em si ainda existe, mas seu uso é menos frequente que sinônimos mais neutros.
Origem Etimológica
Deriva do latim 'cupidiare', relacionado a 'cupidus' (desejoso, ávido), que por sua vez vem de 'cupere' (desejar ardentemente). A forma 'cobiçar' surge no português arcaico.
Entrada e Consolidação no Português
A palavra 'cobiçar' e suas conjugações, como 'cobiçavam', já estavam presentes no português medieval, com o sentido de desejar intensamente algo, muitas vezes com conotação de ganância ou inveja.
Uso na Literatura Clássica e Colonial
A forma 'cobiçavam' aparece em textos literários e religiosos da época, frequentemente associada a desejos pecaminosos ou a ambições terrenas, refletindo a moralidade da época.
Uso Moderno e Contemporâneo
A palavra 'cobiçavam' mantém seu sentido original de desejar ardentemente, mas seu uso é mais restrito a contextos literários, históricos ou para descrever um desejo intenso e, por vezes, negativo. O verbo 'cobiçar' em si é menos frequente no discurso cotidiano em comparação com sinônimos como 'desejar' ou 'querer'.
Do latim 'cupidiare', derivado de 'cupidus' (desejoso).