cobicadas
Derivado do verbo 'cobiçar', do latim 'cupidiare'.
Origem
Do latim 'cupiditas', significando desejo, avidez, ganância. A raiz 'cupere' remete a desejar intensamente.
Mudanças de sentido
Desejo intenso, avidez, ganância.
Desejo forte, muitas vezes com conotação negativa de ganância ou luxúria.
Objeto de forte desejo, especialmente em relação a bens, status ou atração física. A forma plural 'cobicadas' indica múltiplos objetos de desejo.
Em textos da época, 'cobicadas' pode aparecer em descrições de joias, terras, ou até mesmo em referências a pessoas de grande beleza ou influência que eram alvo de desejo.
Algo ou alguém altamente desejado, popular, cobiçado. O sentido se mantém, mas o espectro de aplicação se amplia.
Hoje, 'cobicadas' pode se referir a um carro de luxo, uma bolsa de grife, uma promoção de emprego, um destino de viagem, ou até mesmo um par romântico. A conotação negativa de ganância ainda pode estar presente, mas é frequentemente atenuada pelo contexto de aspiração e sucesso.
Primeiro registro
Registros do termo 'cobiçar' e seus derivados datam da Idade Média em textos portugueses. A forma 'cobicadas' como plural de 'cobicada' (particípio feminino) se consolida com o uso.
Momentos culturais
A palavra aparece em romances e crônicas descrevendo a sociedade, os anseios e os objetos de desejo das personagens. Ex: 'as terras cobiçadas pelos fazendeiros'.
Utilizada em letras de canções para expressar desejo, aspiração ou a posse de algo valioso. Ex: 'as joias cobiçadas da diva'.
Frequentemente empregada em diálogos para descrever objetos de luxo, personagens atraentes ou posições de poder almejadas.
Vida emocional
A palavra carrega um peso de desejo intenso, aspiração e, por vezes, inveja. Evoca sentimentos de querer possuir ou alcançar algo que é visto como valioso ou desejável.
Vida digital
Termo comum em descrições de produtos em e-commerce, especialmente em categorias como moda, joias, eletrônicos e artigos de luxo.
Usado em hashtags e posts de redes sociais para destacar itens desejados ou conquistas. Ex: #bolsacobicada, #carrocobicado.
Pode aparecer em discussões sobre tendências de consumo e marketing digital.
Representações
Objetos de desejo de personagens, como joias, casas, carros, ou até mesmo a atenção de outro personagem. Ex: 'a mansão cobiçada pela vilã'.
Pode descrever bens materiais ou status social que impulsionam a trama. Ex: 'o tesouro cobiçado pelos aventureiros'.
Comparações culturais
Inglês: 'coveted', 'desired', 'sought-after'. Espanhol: 'codiciado/a/os/as', 'deseado/a/os/as'. Francês: 'convoité(e)(s)'. Italiano: 'ambito/a/i/e', 'desiderato/a/i/e'.
Relevância atual
A palavra 'cobicadas' continua relevante no português brasileiro para descrever o que é intensamente desejado, especialmente em contextos de consumo, aspiração social e mercado. Sua pluralidade permite referir-se a múltiplos itens ou pessoas que despertam grande interesse.
Origem Latina e Primeiros Usos
Século XIII - Deriva do latim 'cupiditas', que significa desejo, avidez, ganância. Inicialmente, o termo em português se referia a um desejo intenso, muitas vezes com conotação negativa.
Evolução do Sentido e Contexto Brasileiro
Séculos XVI-XIX - Com a colonização e a formação da sociedade brasileira, a palavra 'cobiçada' (forma feminina de cobiçado, particípio passado de cobiçar) passa a ser usada para descrever o objeto de desejo, especialmente em contextos de riqueza, poder e atração física. A forma 'cobicadas' surge como plural, referindo-se a múltiplos objetos de desejo.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX-Atualidade - A palavra 'cobicadas' mantém seu sentido de algo ou alguém muito desejado, mas seu uso se expande para abranger não apenas bens materiais ou pessoas, mas também oportunidades, posições, ou até mesmo qualidades abstratas. É comum em contextos de moda, luxo, mercado de trabalho e relacionamentos.
Derivado do verbo 'cobiçar', do latim 'cupidiare'.