cobiçável
Derivado do verbo 'cobiçar' + sufixo '-ável'.
Origem
Deriva do verbo 'cobiçar', que tem sua raiz no latim 'cupidiare' (desejar ardentemente), relacionado a 'cupidus' (desejoso). O sufixo '-ável' indica a possibilidade de ser.
Mudanças de sentido
Predominantemente associado a desejos pecaminosos, materiais ou excessivos, com forte carga negativa em contextos religiosos e morais.
Mantém o sentido de 'desejável', mas pode ser aplicado a bens de consumo, status, oportunidades de carreira ou qualidades pessoais de forma mais neutra ou até admirativa.
A conotação negativa associada à 'cobiça' (o ato de cobiçar) pode transferir-se para 'cobiçável', mas o uso moderno tende a focar na qualidade de ser altamente desejado, sem necessariamente implicar um julgamento moral severo.
Primeiro registro
A forma 'cobiçável' aparece em textos literários e religiosos a partir deste período, como em obras de autores renascentistas e reformistas.
Momentos culturais
Presente em sermões e tratados religiosos que alertavam contra os desejos mundanos e a ganância, onde o 'cobiçável' era frequentemente o objeto de tentação.
Na literatura romântica e realista, pode aparecer descrevendo objetos de desejo de personagens, como joias, terras ou posições sociais.
Em publicidade e marketing, o termo pode ser usado para descrever produtos ou experiências de luxo, como 'um destino cobiçável' ou 'um carro cobiçável'.
Vida emocional
Associado a sentimentos de desejo intenso, inveja, ganância e, por vezes, pecado ou tentação.
Pode evocar admiração, aspiração, desejo de posse ou status, mas também pode ser usado de forma mais leve para descrever algo muito atraente.
Representações
Frequentemente usado para descrever objetos de desejo de personagens, como mansões, joias, carros de luxo ou até mesmo um parceiro(a) idealizado(a), muitas vezes em tramas que envolvem conflitos de interesse ou ambição.
Comparações culturais
Inglês: 'covetable' (diretamente análogo, com sentido similar de desejável, especialmente para bens de luxo ou status). Espanhol: 'codiciable' (também um cognato direto, com o mesmo sentido de desejável, que pode ser cobiçado). Francês: 'désirable' (mais geral, mas pode abranger o sentido de cobiçável em contextos específicos).
Relevância atual
A palavra 'cobiçável' é formal e dicionarizada, utilizada em contextos que vão desde descrições de bens de luxo e oportunidades de carreira até qualidades pessoais admiradas. Sua carga negativa histórica ainda pode estar presente, mas o uso contemporâneo tende a ser mais focado na ideia de 'altamente desejável'.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Deriva do verbo 'cobiçar', originado do latim 'cupidiare' (desejar ardentemente), relacionado a 'cupidus' (desejoso). A forma 'cobiçável' surge como um adjetivo para indicar algo que pode ser cobiçado.
Uso Histórico e Literário
Séculos XVI ao XIX — Presente na literatura clássica e em textos religiosos, frequentemente associado a desejos materiais, luxúria ou ambição excessiva, com conotação negativa.
Uso Contemporâneo
Século XX e Atualidade — A palavra 'cobiçável' mantém seu sentido de 'desejável', mas pode ser usada em contextos mais neutros ou até positivos, referindo-se a bens, oportunidades ou qualidades altamente valorizadas.
Derivado do verbo 'cobiçar' + sufixo '-ável'.