cobra-de-capelo
Composto de 'cobra' e 'capelo' (capuz, capela). Refere-se à característica de expandir o pescoço como um capuz.↗ fonte
Origem
Composta por 'cobra' (do latim 'colubra') e 'capelo' (do latim 'cappellus', significando capuz ou cobertura). A junção descreve a característica física da serpente que expande o pescoço, assemelhando-se a um capelo.
Mudanças de sentido
Sentido estritamente descritivo e zoológico, focado na característica física da serpente.
O sentido permanece descritivo e zoológico, sem ressignificações significativas. A palavra é usada para identificar espécies venenosas com comportamento defensivo específico.
Primeiro registro
Registros iniciais em crônicas de viajantes e descrições da fauna brasileira durante o período colonial. A palavra aparece em textos que buscam catalogar e descrever a biodiversidade do Novo Mundo. Referências: corpus_cronicas_coloniais.txt
Momentos culturais
Aparece em literatura infanto-juvenil e em programas educativos sobre a natureza brasileira, ajudando a popularizar o nome e a associá-lo a serpentes perigosas.
Presença em documentários de natureza e em conteúdos online sobre herpetologia brasileira, reforçando seu uso técnico e popular.
Representações
Representada em documentários sobre a fauna brasileira, como 'O Segredo dos Diamantes' (1984) e em séries sobre vida selvagem. Raramente é o foco principal, mas aparece como parte da descrição de ecossistemas.
Comparações culturais
Inglês: 'Hooded snake' ou 'cobra' (referindo-se a espécies como a Naja, que tem um capelo mais proeminente). Espanhol: 'culebra de capelo' ou nomes regionais específicos para serpentes com essa característica. O conceito de um 'capelo' defensivo é comum em várias culturas que lidam com serpentes venenosas.
Relevância atual
A palavra 'cobra-de-capelo' mantém sua relevância como um termo descritivo e popular para identificar serpentes com uma característica defensiva específica. É utilizada em contextos de educação ambiental, segurança e na catalogação da fauna brasileira, sem ter sofrido grandes transformações semânticas ou culturais.
Período Colonial e Imperial (Séculos XVI - XIX)
Século XVI - Início da colonização. A palavra 'cobra' já existia no português arcaico, vinda do latim 'colubra'. O termo 'capelo' (ou 'capelo') referia-se a um capuz ou cobertura, possivelmente derivado do latim 'cappellus'. A junção 'cobra-de-capelo' surge para descrever serpentes que exibem uma expansão no pescoço, lembrando um capuz ou capelo, especialmente em atitudes de defesa. O uso era predominantemente descritivo e ligado à fauna local. Referências: corpus_etimologico_portugues.txt
Primeira República e Meados do Século XX (Final do Século XIX - Anos 1960)
Final do Século XIX - Anos 1960. A palavra se consolida na zoologia e no imaginário popular brasileiro. É utilizada em guias de fauna, relatos de viajantes e em conversas cotidianas para identificar espécies específicas de serpentes venenosas, como algumas jararacas ou cascavéis, que exibem o 'capelo' ao se sentirem ameaçadas. O termo mantém seu sentido literal e descritivo. Referências: dicionario_fauna_brasil.txt
Período Contemporâneo (Anos 1970 - Atualidade)
Anos 1970 - Atualidade. A palavra 'cobra-de-capelo' continua sendo usada em contextos zoológicos e populares. Sua relevância se mantém na identificação de serpentes perigosas. Pode aparecer em documentários sobre a fauna brasileira, em materiais educativos e em discussões sobre segurança em áreas rurais. O termo é estável em seu significado. Referências: corpus_linguistico_atual.txt
Composto de 'cobra' e 'capelo' (capuz, capela). Refere-se à característica de expandir o pescoço como um capuz.