cobrir-de-pelos
Composição verbal a partir de 'cobrir' e 'pelos'.
Origem
Deriva da junção do verbo 'cobrir' (do latim 'cooperire') com o substantivo 'pelos' (do latim 'pilus'). O processo de formação de verbos compostos é comum na língua portuguesa.
Mudanças de sentido
Sentido literal em descrições da natureza e animais; uso metafórico para envelhecimento ou transformação.
Uso mais técnico e descritivo em contextos científicos; manutenção do sentido literal no uso popular.
Primeiro registro
Registros em obras literárias e científicas da época, descrevendo fenômenos naturais e biológicos. A data exata é difícil de precisar sem um corpus linguístico específico, mas o uso se consolida nesse período.
Momentos culturais
Presente em descrições de animais em livros de história natural e em metáforas literárias para expressar o passar do tempo ou a mudança de estado.
Utilizada em documentários sobre vida selvagem e em discussões sobre crescimento de pelos em humanos, especialmente em contextos médicos ou de cuidados pessoais.
Comparações culturais
Inglês: 'to get hairy', 'to be covered in fur'. Espanhol: 'cubrirse de pelo', 'enpelotarse'. A estrutura e o sentido são diretamente comparáveis, refletindo a origem latina comum e a necessidade de descrever o mesmo fenômeno biológico.
Relevância atual
A expressão mantém seu uso literal em contextos de biologia, zoologia e cuidados com animais. Em linguagem figurada, é menos comum, mas pode aparecer em contextos poéticos ou para descrever algo que se tornou mais 'selvagem' ou 'natural'.
Formação do Português
Séculos XV-XVI — Formação do vocabulário português com base no latim vulgar e influências germânicas e árabes. A palavra 'cobrir' deriva do latim 'cooperire' (cobrir, esconder), e 'pelos' do latim 'pilus' (cabelo, pelo). A junção para formar um verbo composto como 'cobrir-se de pelos' é um processo natural da língua.
Uso Literário e Popular
Séculos XVII-XIX — A expressão 'cobrir-se de pelos' aparece em descrições literárias da natureza, animais e, metaforicamente, em contextos de envelhecimento ou transformação.
Modernidade e Biologia
Séculos XX-XXI — Com o avanço da biologia e da zoologia, a expressão ganha um uso mais técnico e descritivo em contextos científicos e de divulgação. No uso popular, mantém seu sentido literal.
Composição verbal a partir de 'cobrir' e 'pelos'.