Palavras

coisas-de-nada

Expressão idiomática formada por substantivo plural 'coisas' e locução prepositiva 'de nada'.

Origem

Século XVI

Composição a partir de 'coisa' (do latim 'causa', significando motivo, razão, assunto) e 'nada' (do latim 'non rem', nenhuma coisa). A junção expressa a ideia de 'nenhuma coisa de valor' ou 'coisas sem importância'.

Mudanças de sentido

Século XVI - XIX

Principalmente para designar objetos sem valor, assuntos triviais, ou tarefas de pouca relevância. Ex: 'Não se preocupe com essas coisas-de-nada.'

Século XX - Atualidade

O sentido de trivialidade e insignificância se mantém, mas a expressão adquire um tom mais coloquial e, em certos contextos, pode ser usada com ironia ou para minimizar a importância de algo.

Em conversas informais, pode ser usada para descrever desde pequenos objetos perdidos até preocupações que o falante considera irrelevantes. A carga emocional varia de acordo com o tom e o contexto.

Primeiro registro

Século XVI

Embora a formação da expressão seja provável nesse período, registros documentais específicos podem ser difíceis de precisar sem acesso a um corpus linguístico extenso. A estrutura sugere um surgimento na língua falada antes de ser formalmente registrada.

Momentos culturais

Séculos XVII - XIX

A expressão aparece em obras literárias que retratam o cotidiano, como forma de descrever objetos sem valor ou preocupações menores dos personagens.

Anos 1990 - Atualidade

Popularização em meios de comunicação informais, como programas de TV de humor e, posteriormente, em conteúdos da internet, reforçando seu caráter coloquial.

Vida emocional

Predominantemente Informal

A expressão carrega um peso de desvalorização, seja para objetos, tarefas ou preocupações. Pode evocar sentimentos de desprezo, indiferença ou, em tom irônico, de leveza e desapego.

Vida digital

Anos 2000 - Atualidade

Utilizada em fóruns, redes sociais e mensagens instantâneas para descrever itens sem valor, problemas triviais ou para expressar desinteresse. Raramente viraliza como termo isolado, mas aparece em frases e contextos informais.

Comparações culturais

Geral

Inglês: 'Trifles', 'odds and ends', 'small fry'. Espanhol: 'Cosas sin importancia', 'bagatelas', 'menudencias'. A estrutura composta 'coisas-de-nada' é mais específica do português, enquanto outras línguas tendem a usar adjetivos ou substantivos compostos com sentido similar.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'coisas-de-nada' mantém sua relevância no vocabulário informal brasileiro, sendo utilizada para descrever com brevidade e coloquialidade aquilo que é considerado insignificante ou de baixo valor, tanto material quanto imaterial.

Origem e Formação

Século XVI - Formação a partir da junção do substantivo 'coisa' com o numeral 'nada', indicando ausência de valor ou substância. O plural 'coisas' reforça a ideia de multiplicidade de elementos insignificantes.

Consolidação e Uso

Séculos XVII a XIX - Uso consolidado na língua falada e escrita para descrever objetos sem valor, assuntos triviais ou tarefas de pouca importância. Presente em textos literários e cotidianos.

Ressignificação Contemporânea

Século XX e XXI - Mantém o sentido original, mas ganha nuances de informalidade e, por vezes, um tom de desdém ou ironia. Popularizado em contextos informais e digitais.

coisas-de-nada

Expressão idiomática formada por substantivo plural 'coisas' e locução prepositiva 'de nada'.

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