coisas-de-outro-mundo

Composição da locução 'coisas' (plural de coisa) + 'de' (preposição) + 'outro' (pronome indefinido) + 'mundo' (substantivo). Refere-se metaforicamente a algo que não pertence à realidade comum.

Origem

Século XVI

Formação da locução a partir de 'coisa' (do latim 'causa', significando motivo, razão, assunto) e 'outro mundo' (referindo-se a um plano existencial, espiritual ou de realidade distinto).

Mudanças de sentido

Séculos XVII-XIX

Inicialmente associada ao sobrenatural, ao divino, ao demoníaco ou ao inexplicável em contextos religiosos e literários. Conotação de maravilha, assombro ou mistério.

Século XX

Expansão para o campo da ficção científica, tecnologia e descobertas científicas. Começa a ser usada de forma mais ampla para descrever o que é altamente incomum, inovador ou surpreendente.

A ficção científica, com suas representações de alienígenas, viagens espaciais e tecnologias avançadas, popularizou a ideia de 'coisas-de-outro-mundo' como algo que desafia a compreensão humana e a realidade cotidiana.

Anos 2000 - Atualidade

Uso coloquial e informal para descrever algo espetacular, inacreditável, extremamente bom, bizarro ou que foge completamente do comum. Pode ter conotação positiva (impressionante) ou negativa (estranho, bizarro).

A expressão se tornou um clichê em resenhas de produtos, descrições de experiências e comentários sobre eventos, indicando um alto grau de admiração ou perplexidade.

Primeiro registro

Século XVI

Presença em textos religiosos e filosóficos que discutem a natureza da realidade e do sobrenatural. O uso como locução adjetiva ou substantiva se consolida gradualmente.

Momentos culturais

Século XX

Popularização através da ficção científica: filmes como '2001: Uma Odisseia no Espaço' (1968) e séries como 'Além da Imaginação' (The Twilight Zone, 1959-1964) solidificaram a associação da expressão com o extraordinário e o inexplicável.

Anos 2000 - Atualidade

Uso recorrente em títulos de filmes, músicas e livros que exploram temas de ficção científica, fantasia ou o bizarro. Ex: 'Guerra dos Mundos' (The War of the Worlds) em suas diversas adaptações.

Vida emocional

Séculos XVII-XIX

Associada a sentimentos de reverência, medo, espanto e mistério.

Século XX - Atualidade

Evoca admiração, fascínio, surpresa, incredulidade e, por vezes, estranhamento ou perplexidade.

Vida digital

Anos 2000 - Atualidade

Frequente em comentários de redes sociais, fóruns e plataformas de vídeo para descrever conteúdos virais, inovações tecnológicas ou eventos bizarros. Usada em hashtags como #coisadeoutroMundo.

Anos 2010 - Atualidade

Pode aparecer em memes e conteúdos humorísticos que exageram o inusitado de uma situação ou objeto.

Representações

Século XX

Filmes de ficção científica e terror frequentemente exploram o conceito de 'coisas-de-outro-mundo', como alienígenas, fenômenos paranormais ou realidades paralelas.

Anos 2000 - Atualidade

Novelas, séries e filmes continuam a usar a expressão para descrever elementos fantásticos, tecnológicos ou sobrenaturais que impactam a narrativa. Ex: 'Stranger Things' (2016-presente) explora o 'Mundo Invertido'.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'out of this world' (literalmente 'fora deste mundo'), usado de forma similar para algo extraordinário ou excelente. Espanhol: 'de otro mundo' (literalmente 'de outro mundo'), com uso análogo ao português e inglês. Francês: 'extraordinaire', 'incroyable' (extraordinário, inacreditável) ou 'venu d'ailleurs' (vindo de outro lugar) para o sentido mais literal. Alemão: 'außerirdisch' (extraterrestre) para o sentido literal, ou 'unglaublich' (inacreditável) para o sentido figurado.

Relevância atual

Atualidade

A expressão mantém forte relevância na linguagem cotidiana e na cultura pop, servindo como um marcador de algo que transcende o ordinário, seja pela sua qualidade, originalidade, estranheza ou impacto.

Origem e Formação no Português

Século XVI - Formação da locução a partir de 'coisa' (do latim 'causa') e 'outro mundo' (referindo-se a um plano existencial ou de realidade distinto).

Consolidação do Sentido

Séculos XVII-XIX - Uso em contextos literários e religiosos para descrever o sobrenatural, o divino ou o inexplicável. Ganha conotação de maravilha ou assombro.

Modernização e Ampliação do Uso

Século XX - Expansão para descrever o extraordinário em ciência, tecnologia e ficção científica. Começa a ser usada de forma mais coloquial para algo surpreendente ou incomum.

Uso Contemporâneo

Anos 2000 - Atualidade - Amplamente utilizada na cultura pop, internet e linguagem cotidiana para expressar algo espetacular, inovador, bizarro ou que transcende a normalidade.

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