colam-se
Do latim 'colare', que significa 'filtrar', 'passar por peneira'.
Origem
Do latim 'colare', que significa 'coar', 'filtrar', 'passar por peneira'. O sentido de 'aderir', 'grudar' evoluiu a partir daí.
Mudanças de sentido
Sentido primário de 'coar', 'filtrar'.
Desenvolvimento do sentido de 'aderir', 'grudar', 'unir fisicamente'.
Surgimento do sentido coloquial de 'copiar' (em provas, trabalhos).
Embora o sentido de 'copiar' seja mais associado à forma 'colar' sem o pronome ou com próclise ('eles se colam'), a forma 'colam-se' pode ser usada nesse contexto em registros mais formais ou irônicos.
Primeiro registro
Registros do português arcaico, em textos que já utilizavam a conjugação verbal com pronome posposto, refletindo a estrutura do latim vulgar.
Momentos culturais
Presente em obras literárias como 'O Guarani' de José de Alencar, onde a forma verbal pode aparecer em descrições de elementos naturais ou construções.
Utilizado em manuais técnicos, receitas culinárias e textos didáticos, onde a precisão da linguagem é fundamental para descrever processos de união ou fixação.
Conflitos sociais
O conflito reside na preferência pela próclise ('se colam') em detrimento da ênclise ('colam-se') na norma culta informal e na fala brasileira, gerando debates sobre o 'certo' e o 'errado' na gramática.
Vida emocional
A forma 'colam-se' carrega um peso de formalidade e academicismo. Pode soar um tanto arcaica ou pedante em contextos informais, mas é vista como correta e elegante em situações que exigem rigor linguístico.
Vida digital
A forma 'colam-se' é raramente usada em redes sociais ou mensagens instantâneas, onde a informalidade e a agilidade ditam o uso da próclise ('se colam') ou a omissão do pronome. Buscas por 'colam-se' geralmente remetem a dúvidas gramaticais ou a textos acadêmicos.
Representações
Pode aparecer em diálogos de personagens em novelas, filmes ou séries que representam figuras eruditas, professores, ou em cenas que exigem um registro linguístico formal para descrever ações de união física ou adesão a princípios.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente seria 'they stick together' ou 'they adhere to each other', onde a ordem das palavras é fixa e não há pronome oblíquo posposto. Espanhol: A forma seria 'se pegan' ou 'se adhieren', utilizando a próclise ('se') como regra geral antes do verbo, diferentemente da ênclise comum no português formal. Francês: 'ils se collent' ou 'ils adhèrent l'un à l'autre', também com o pronome antes do verbo.
Relevância atual
A forma 'colam-se' mantém sua relevância em contextos que demandam a norma culta formal, como na escrita acadêmica, jurídica e literária. Sua presença é um marcador de formalidade e de adesão às regras gramaticais tradicionais do português brasileiro, contrastando com a tendência informal da próclise.
Origem Latina e Formação do Português
Século XIII - O verbo 'colar' tem origem no latim 'colare', que significa 'coar', 'filtrar', 'passar por peneira'. A forma 'colam-se' surge da junção do verbo 'colar' (no sentido de aderir, grudar) com o pronome oblíquo átono 'se', que indica reflexividade ou indeterminação do sujeito. A construção com pronome posposto é característica do português, especialmente em contextos formais e literários.
Evolução de Sentido e Uso
Séculos XIV-XIX - O sentido de 'aderir', 'grudar' se consolida. A forma 'colam-se' é utilizada em textos literários e jurídicos para descrever a união física de objetos ou a adesão a ideias. O pronome 'se' pode indicar que os sujeitos realizam a ação um sobre o outro ('eles colam-se um ao outro') ou que a ação ocorre de forma indeterminada ('as peças colam-se facilmente').
Modernidade e Uso no Brasil
Século XX - No Brasil, a forma 'colam-se' continua a ser usada em contextos formais. Paralelamente, o verbo 'colar' ganha o sentido de 'copiar' (em provas, trabalhos), e a forma 'colam-se' pode ser usada nesse contexto, embora menos comum que 'eles colam' ou 'eles estão colando'. A preferência pela próclise ('se colam') aumenta em contextos informais.
Uso Contemporâneo e Digital
Atualidade - A forma 'colam-se' é predominantemente encontrada em textos formais, literários, acadêmicos e jornalísticos. Em contextos informais e na fala cotidiana brasileira, a tendência é a próclise ('se colam') ou a omissão do pronome ('eles colam'). O sentido de 'aderir fisicamente' é o mais comum, mas o sentido de 'copiar' também persiste.
Do latim 'colare', que significa 'filtrar', 'passar por peneira'.