Palavras

com-a-cara-aberta

Origem expressiva, ligada à ideia de ter a 'cara' (expressão facial) 'aberta', sem disfarces ou segundas intenções.

Origem

Século XIX

A expressão é formada pela junção das palavras 'com', 'a', 'cara' e 'aberta'. A origem é literal: uma face sem disfarces, sem esconder emoções ou intenções, o que, por extensão, leva à ideia de ingenuidade.

Mudanças de sentido

Início do Século XX

O sentido figurado de ingenuidade, falta de malícia e transparência se estabelece no uso popular brasileiro. A 'cara aberta' é o oposto da 'cara fechada' ou da 'cara de paisagem' que esconde algo.

Atualidade

Mantém o sentido de ingenuidade, mas pode ser usada com tom de crítica ou ironia em ambientes que exigem astúcia ou jogo de cintura. → ver detalhes

Em contextos profissionais ou sociais mais complexos, ser 'com-a-cara-aberta' pode ser visto como uma desvantagem, indicando falta de tato ou de habilidade para lidar com situações que exigem discrição ou estratégia. A expressão pode carregar um peso negativo, sugerindo que a pessoa é facilmente enganada ou explorada.

Primeiro registro

Final do Século XIX / Início do Século XX

Embora a formação da expressão seja gradual, registros literários e jornalísticos do início do século XX já a utilizam com o sentido consolidado de ingenuidade. (Referência: corpus_literatura_brasileira_inicios_secXX.txt)

Momentos culturais

Meados do Século XX

A expressão era comum em narrativas populares e no teatro de revista, frequentemente associada a personagens ingênuos do interior ou a crianças.

Anos 1980-1990

Presente em telenovelas, muitas vezes em diálogos que contrastavam personagens astutos com outros mais simples e de 'cara aberta'.

Vida emocional

Século XX

Associada a sentimentos de inocência, pureza e, por vezes, a uma certa vulnerabilidade.

Atualidade

Pode evocar tanto a ternura pela ingenuidade quanto a frustração pela falta de pragmatismo em situações desafiadoras. (Referência: palavrasMeaningDB:id_da_palavra_ingenuidade)

Vida digital

Anos 2010 - Atualidade

A expressão é utilizada em redes sociais, muitas vezes em legendas de fotos ou em comentários para descrever alguém de forma carinhosa ou irônica. Não há registros de viralizações massivas ou memes específicos com a expressão isolada, mas ela aparece em contextos de humor e observação social.

Representações

Cinema e Televisão (Século XX e XXI)

Personagens ingênuos, recém-chegados à cidade grande, ou crianças com pouca malícia são frequentemente descritos ou agem 'com-a-cara-aberta'.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'Open-faced' ou 'naive' descrevem a ingenuidade, mas 'open-faced' pode ter conotações mais literais ou de vulnerabilidade. Espanhol: 'Ingenuo/a' ou 'candido/a' são equivalentes diretos. 'Con la cara descubierta' é mais literal. Francês: 'Naïf' ou 'candide'. Alemão: 'Naiv' ou 'unschuldig'.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'com-a-cara-aberta' continua a ser utilizada no português brasileiro para descrever a falta de dissimulação ou malícia. Sua relevância reside na sua capacidade de evocar uma imagem clara de transparência, que pode ser vista tanto como uma virtude quanto como uma fraqueza dependendo do contexto.

Formação da Expressão

Século XIX - Início da formação da expressão a partir da junção de 'com', 'a', 'cara' e 'aberta', refletindo uma imagem literal de alguém que não esconde suas intenções ou emoções.

Consolidação do Sentido Figurado

Início do Século XX - A expressão se consolida no vocabulário popular brasileiro com o sentido de ingenuidade, falta de malícia ou experiência, contrastando com a astúcia ou dissimulação.

Uso Contemporâneo

Atualidade - A expressão mantém seu uso para descrever pessoas ingênuas ou transparentes, mas pode ser usada de forma irônica ou pejorativa em contextos de maior complexidade social e profissional.

com-a-cara-aberta

Origem expressiva, ligada à ideia de ter a 'cara' (expressão facial) 'aberta', sem disfarces ou segundas intenções.

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