Palavras

cometamos

Do latim 'committere'.

Origem

Antiguidade Clássica

Deriva do verbo latino 'committere', que possuía múltiplos significados: 'confiar', 'entregar', 'colocar junto', 'praticar', 'cometer' (um erro, um crime). A raiz 'mittere' significa 'enviar', 'lançar'.

Latim Vulgar

Evoluiu para 'committere' no latim vulgar, mantendo a ideia de 'entregar-se a', 'praticar'.

Mudanças de sentido

Latim Clássico

O sentido original era mais amplo, incluindo 'confiar' ou 'entregar algo a alguém', além de 'praticar'.

Português Arcaico e Medieval

O sentido de 'praticar' (um ato, especialmente um erro ou crime) tornou-se predominante. A forma 'cometamos' passou a ser usada em contextos onde se expressava a possibilidade ou o desejo de que 'nós' praticássemos algo, frequentemente um erro ou pecado.

Em textos religiosos, 'cometamos' poderia aparecer em orações pedindo para não cometer pecados. Em contextos legais, poderia referir-se à possibilidade de um grupo cometer uma infração.

Português Moderno

O sentido de cometer um erro ou crime permanece forte, mas a forma 'cometamos' é mais restrita a registros formais e literários. O verbo 'cometer' também adquiriu outros usos, como 'cometer um ato de bravura' ou 'cometer um projeto', onde 'cometamos' poderia ter uma conotação neutra ou positiva, dependendo do contexto.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos religiosos e jurídicos em português arcaico, onde a conjugação do verbo 'cometer' já estava estabelecida. A forma específica 'cometamos' aparece em manuscritos que refletem o latim eclesiástico e o vernáculo da época.

Momentos culturais

Período Colonial e Imperial

Presente em sermões religiosos e documentos oficiais, onde a conotação de 'cometer' um erro ou pecado era frequentemente enfatizada. A forma 'cometamos' seria usada em exortações morais.

Século XX

Aparece em obras literárias que exploram a moralidade e as falhas humanas. Em discursos políticos ou jurídicos, pode ser usada para discutir a responsabilidade coletiva de 'cometer' certas ações.

Vida emocional

Predominantemente Negativa

A palavra 'cometer' e suas formas, como 'cometamos', carregam historicamente um peso negativo, associado a culpa, erro, pecado e transgressão. A forma subjuntiva intensifica a ideia de uma ação indesejada que se quer evitar.

Contextos Neutros/Positivos

Em usos mais recentes e específicos, como 'cometer um ato de bondade' ou 'cometer um projeto', a carga emocional pode ser neutra ou até positiva, dependendo do contexto, mas a raiz etimológica e o uso mais comum ainda remetem a conotações negativas.

Comparações culturais

Geral

Inglês: O verbo 'to commit' possui significados semelhantes, como 'to commit a crime' (cometer um crime) ou 'to commit oneself' (comprometer-se). A forma correspondente a 'cometamos' seria 'we commit' ou 'that we may commit' em contextos subjuntivos, carregando similar peso negativo em relação a atos ilícitos. Espanhol: O verbo 'cometer' é um cognato direto, com usos e conotações muito similares, como em 'cometer un error' (cometer um erro) ou 'cometer un delito' (cometer um delito). A forma 'cometamos' (primeira pessoa do plural do presente do subjuntivo) é idêntica em grafia e uso. Francês: O verbo 'commettre' também compartilha a origem e significados como 'cometer um crime' ('commettre un crime'). A forma subjuntiva seria 'que nous commettions'.

Relevância atual

Atualidade

A forma 'cometamos' é raramente usada na linguagem falada cotidiana, sendo restrita a contextos formais, literários, religiosos ou jurídicos. Sua presença é mais comum em textos escritos do que em conversas informais. Em discussões sobre ética, responsabilidade e falhas, a palavra pode surgir para enfatizar a gravidade de uma ação coletiva hipotética ou desejada.

Origem Latina e Formação

Latim vulgar 'committere', derivado do latim clássico 'committo', significando 'confiar', 'entregar', 'praticar', 'cometer'. A forma 'cometamos' surge como a primeira pessoa do plural do presente do subjuntivo, indicando uma ação hipotética ou desejada no presente.

Entrada e Consolidação no Português

A palavra 'cometer' e suas conjugações, incluindo 'cometamos', foram incorporadas ao português arcaico através do latim. O uso se consolidou em textos religiosos e jurídicos, associando 'cometer' a atos ilícitos ou falhas morais.

Uso Contemporâneo

A forma 'cometamos' é utilizada em contextos formais, especialmente em discursos, documentos legais, religiosos ou literários, para expressar a possibilidade ou o desejo de que um grupo (nós) pratique uma ação, frequentemente com conotação negativa, mas também neutra em contextos técnicos.

cometamos

Do latim 'committere'.

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