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cometer-disparates

Locução verbal formada pelo verbo 'cometer' (do latim 'committere') e o substantivo 'disparates' (plural de 'disparate', do latim 'disparatus', particípio passado de 'disparare', separar, desunir).

Origem

Latim

'Cometer' deriva do latim 'committere', que significa 'entregar', 'confiar', 'fazer', 'praticar'. 'Disparate' tem origem incerta, possivelmente ligada ao latim 'disparare' (separar, desunir) ou a uma raiz expressiva/onomatopaica, indicando algo fora do lugar, desordenado ou sem sentido.

Mudanças de sentido

Século XVI

Surgimento da expressão com o sentido de praticar ações ou proferir falas despropositadas, sem nexo lógico ou bom senso.

Séculos XVII-XIX

Consolidação do sentido de tolice, imprudência, falta de juízo ou dizer bobagens. A expressão se torna comum na literatura e no uso oral.

Século XX - Atualidade

Manutenção do sentido original. A expressão é usada para descrever ações ou falas consideradas absurdas, sem fundamento ou claramente equivocadas. No contexto digital, pode ser usada de forma irônica ou para criticar declarações públicas.

A expressão 'cometer disparates' é frequentemente usada em contextos onde se espera coerência e racionalidade, como na política, em debates públicos ou em decisões importantes. A sua aplicação ressalta a ausência dessas qualidades.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos literários e gramaticais da época indicam o uso da expressão com o sentido de praticar algo despropositado ou sem sentido. A documentação exata do primeiro uso é difícil, mas o século XVI marca a consolidação da expressão na língua.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em obras literárias que retratam o cotidiano e os costumes da época, frequentemente em diálogos para caracterizar personagens impulsivos ou pouco afortunados em suas decisões.

Século XX

Utilizada em crônicas, jornais e programas de rádio para comentar eventos sociais e políticos, descrevendo falas ou ações de figuras públicas consideradas absurdas.

Atualidade

A expressão é recorrente em comentários sobre política, redes sociais e cultura pop, especialmente em plataformas digitais, onde falas ou ações consideradas sem sentido viralizam.

Vida emocional

A expressão carrega um peso negativo, associado à falta de inteligência, bom senso ou prudência. Evoca sentimentos de desaprovação, ridículo ou frustração em relação à pessoa que comete os disparates.

Vida digital

A expressão é frequentemente usada em comentários de redes sociais para descrever falas ou ações de políticos, celebridades ou influenciadores que são consideradas absurdas ou sem sentido.

Pode aparecer em memes e posts virais que ironizam ou criticam declarações públicas ou comportamentos inadequados.

Buscas online relacionadas a 'cometer disparates' geralmente buscam exemplos, definições ou notícias sobre pessoas que fizeram declarações polêmicas.

Representações

Novelas e Filmes (Século XX-XXI)

Personagens cômicos, ingênuos ou impulsivos são frequentemente retratados 'cometendo disparates' em diálogos e situações para gerar humor ou demonstrar suas falhas de caráter ou julgamento.

Programas de Humor (Século XX-XXI)

Esquetes e piadas frequentemente se baseiam em personagens que 'cometem disparates' para criar situações engraçadas e criticar comportamentos sociais.

Comparações culturais

Inglês: 'to make a fool of oneself', 'to talk nonsense', 'to blunder'. Espanhol: 'decir/hacer tonterías', 'meter la pata', 'desvariar'. Francês: 'dire/faire des bêtises', 'dire des âneries'. Italiano: 'dire/fare sciocchezze', 'fare una gaffe'.

Relevância atual

A expressão 'cometer disparates' mantém sua relevância no português brasileiro como uma forma direta e eficaz de descrever ações ou falas sem sentido, tolas ou imprudentes. É uma ferramenta linguística comum para expressar desaprovação ou incredulidade diante de comportamentos irracionais, especialmente em um cenário de intensa comunicação e exposição pública.

Origem e Formação no Português

Século XVI - O verbo 'cometer' (do latim committere, 'entregar', 'confiar', 'fazer') e o substantivo 'disparate' (origem incerta, possivelmente do latim disparare, 'separar', 'desunir', ou de origem expressiva/onomatopaica) começam a ser usados em conjunto ou com sentidos próximos ao atual. A expressão 'cometer disparates' surge como uma forma de descrever ações ou falas sem nexo, despropositadas.

Consolidação do Sentido

Séculos XVII-XIX - A expressão se consolida na língua portuguesa, sendo utilizada em contextos literários e cotidianos para descrever atos de tolice, imprudência ou falta de bom senso. O sentido de 'fazer algo sem pensar', 'dizer bobagens' se torna predominante.

Uso Contemporâneo no Brasil

Século XX-Atualidade - A expressão 'cometer disparates' mantém seu sentido original de agir ou falar de forma tola ou sem sentido. É amplamente utilizada na linguagem coloquial brasileira, em diferentes registros, desde conversas informais até críticas em meios de comunicação. Ganha nuances com a internet, sendo usada em memes e comentários sobre falas ou ações consideradas absurdas.

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Locução verbal formada pelo verbo 'cometer' (do latim 'committere') e o substantivo 'disparates' (plural de 'disparate', do latim 'disparat…

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