cometida
Do latim 'commissus', particípio passado de 'committere'.
Origem
Do verbo latino 'committere', com o sentido original de 'colocar junto', 'confiar', 'entregar', mas também 'cometer' (uma ação, um erro). O particípio passado feminino é 'commissa', que evolui para 'cometida'.
Mudanças de sentido
Sentido original de 'confiar', 'entregar', 'realizar'.
Começa a adquirir uma conotação negativa, associada a ações ilícitas ou erradas.
Predominantemente usada para descrever atos criminosos, falhas graves ou ações moralmente condenáveis.
A palavra 'cometida' carrega um peso semântico fortemente negativo. Em contextos jurídicos e midiáticos, é quase sinônimo de 'praticada' no âmbito do crime. Por exemplo, 'a fraude cometida', 'a agressão cometida'. O uso em sentido neutro, como em 'uma tarefa cometida', é menos frequente e pode soar formal ou arcaico.
Primeiro registro
Registros em textos jurídicos e religiosos medievais em português já demonstram o uso de 'cometer' e seus derivados, frequentemente associados a transgressões.
Momentos culturais
A palavra é recorrente em notícias policiais, relatórios judiciais e obras literárias que retratam crimes e dilemas morais, solidificando sua associação negativa.
Presente em inúmeras manchetes de jornais e reportagens televisivas sobre crimes, escândalos e falhas administrativas, reforçando seu uso como termo de condenação.
Conflitos sociais
A palavra 'cometida' é frequentemente utilizada em discursos que visam estigmatizar ou condenar grupos ou indivíduos por ações consideradas socialmente inaceitáveis, especialmente no âmbito criminal e político.
Vida emocional
A palavra evoca sentimentos de culpa, reprovação, indignação e punição. Está intrinsecamente ligada à ideia de transgressão e suas consequências.
Vida digital
Altamente presente em buscas relacionadas a notícias criminais, processos judiciais e debates sobre segurança pública. Aparece em fóruns e redes sociais em discussões sobre crimes e suas vítimas.
Representações
Comum em novelas, filmes e séries policiais e de drama, onde é usada para descrever atos criminosos ou falhas de caráter dos personagens. Exemplos incluem a descrição de um crime 'cometido' por um protagonista ou antagonista.
Comparações culturais
Inglês: 'committed' pode ter um sentido neutro ('committed a mistake') ou positivo ('committed to a cause'), mas em contextos criminais, 'committed a crime' é o equivalente direto. Espanhol: 'cometida' (particípio feminino de 'cometer') tem um uso muito similar ao português, sendo predominantemente associada a atos negativos ou criminosos ('una falta cometida', 'un delito cometido'). Francês: 'commis' (particípio passado de 'commettre') também segue um padrão semelhante, com forte associação a atos ilícitos ('un crime commis').
Relevância atual
A palavra 'cometida' mantém sua forte carga negativa e é um termo essencial no vocabulário jurídico, jornalístico e social para descrever ações ilícitas ou moralmente condenáveis. Sua presença é constante na cobertura de eventos que envolvem transgressão e suas consequências.
Origem Etimológica
Deriva do latim 'committere', que significa 'confiar', 'entregar', 'cometer' (no sentido de realizar uma ação). O particípio passado é 'commissus'.
Entrada e Evolução no Português
A palavra 'cometida' (particípio passado feminino de 'cometer') entra no português através do latim, mantendo inicialmente o sentido de 'realizada' ou 'efetuada'. Com o tempo, especialmente a partir do português arcaico, o termo passa a ser predominantemente associado a ações negativas, ilícitas ou moralmente questionáveis.
Uso Contemporâneo
No português brasileiro atual, 'cometida' é amplamente utilizada em contextos jurídicos, policiais e jornalísticos para descrever a prática de crimes, erros ou falhas graves. O uso em contextos neutros ou positivos é raro, sendo mais comum o uso de sinônimos como 'realizada', 'efetuada' ou 'executada'.
Do latim 'commissus', particípio passado de 'committere'.