completa-se
Do latim 'complectere', que significa abraçar, cercar, terminar.
Origem
Deriva do latim 'complere' (encher, preencher, terminar) e do pronome latino 'se'.
Mudanças de sentido
Sentido primário de finalizar, terminar, preencher algo físico ou abstrato.
Mantém o sentido original, mas com aplicação a conceitos mais amplos como ciclos, etapas, ou estados de ser. Pode ter função reflexiva ou passiva sintética.
Exemplos de uso contemporâneo: 'A obra se completa com a instalação das esculturas.' (passiva sintética). 'A experiência se completa quando você compartilha.' (reflexiva/recíproca implícita).
Primeiro registro
Registros em textos medievais em galaico-português, onde a ênclise era a norma. A forma exata 'completa-se' pode ser encontrada em documentos e crônicas da época, embora a digitalização e indexação de textos tão antigos seja complexa.
Momentos culturais
Presente em obras de Camões, Eça de Queirós e outros autores, seguindo a norma culta de seus respectivos períodos.
Utilizada em obras de Machado de Assis, Guimarães Rosa e Clarice Lispector, demonstrando a permanência da forma em registros literários de alta qualidade.
Vida digital
Menos comum em redes sociais e mensagens instantâneas, onde a próclise ('se completa') ou a omissão do pronome ('completa') são mais frequentes devido à informalidade e velocidade da comunicação.
A forma 'completa-se' aparece em artigos de blogs, sites de notícias e plataformas acadêmicas, mantendo sua associação com a formalidade e a precisão.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente em inglês seria 'it completes' ou 'is completed', dependendo do contexto (ativo ou passivo). A ênclise pronominal não existe em inglês. Espanhol: 'se completa' (próclise) é a forma mais comum, mas 'completa-se' (ênclise) é gramaticalmente correta e usada em contextos formais, similar ao português. Francês: 'se complète' (próclise é a norma).
Relevância atual
A forma 'completa-se' mantém sua relevância como marcador de formalidade e correção gramatical no português brasileiro. É um indicador de um registro linguístico mais cuidado, frequentemente empregado em contextos que exigem clareza, precisão e autoridade, como no discurso científico, jurídico e jornalístico.
Em contraste com a tendência de simplificação e informalidade na comunicação digital, 'completa-se' representa a persistência da norma culta e a valorização da estrutura gramatical tradicional.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'completar' deriva do latim 'complere', que significa encher, preencher, terminar. O pronome 'se' tem origem no latim 'se', pronome reflexivo e recíproco. A forma 'completa-se' surge da junção do verbo na terceira pessoa do singular do presente do indicativo com o pronome oblíquo átono 'se' em ênclise, seguindo a norma culta da época.
Evolução no Português
Idade Média a Século XIX - A forma 'completa-se' é utilizada em textos literários e administrativos, mantendo seu sentido original de finalizar, terminar, preencher algo. A ênclise do pronome 'se' era a norma padrão para a colocação pronominal em início de frase ou após certas conjunções.
Mudança na Norma e Uso Contemporâneo
Século XX a Atualidade - Com a evolução da língua portuguesa, especialmente no Brasil, a próclise (pronome antes do verbo) ganha espaço, tornando 'se completa' mais comum em contextos informais e até mesmo em alguns registros formais. No entanto, 'completa-se' permanece como a forma gramaticalmente preferível em início de frase ou após vírgula, em contextos mais formais e literários. O sentido de finalizar ou preencher continua, mas pode ser aplicado a conceitos abstratos como ciclos, etapas, ou até mesmo a satisfação pessoal.
Do latim 'complectere', que significa abraçar, cercar, terminar.