comprometer-se-iam
Derivado do verbo 'comprometer' com o pronome reflexivo 'se' e a desinência verbal '-iam'.
Origem
Do latim 'compromittere', que significa 'acordar mutuamente', 'fazer um pacto', 'colocar em perigo'. A raiz 'com-' (junto) e 'promittere' (prometer).
Mudanças de sentido
O verbo 'comprometer' adquiriu os sentidos de 'contrair obrigação', 'arriscar', 'colocar em perigo', 'tornar-se responsável'. A forma 'comprometer-se-iam' era usada para expressar uma ação futura hipotética ou condicional.
O sentido principal de 'comprometer' se mantém, mas a conjugação específica 'comprometer-se-iam' tornou-se rara no uso informal, sendo substituída por construções mais simples.
A principal mudança não é no sentido do verbo 'comprometer', mas na preferência pela colocação pronominal no português brasileiro. A mesóclise ('comprometer-se-iam') é vista como formal ou arcaica, enquanto a próclise ('se comprometeriam') ou o uso de perífrases ('iriam se comprometer') são mais comuns na fala e na escrita informal.
Primeiro registro
Registros da evolução do latim para o português antigo já mostram o verbo 'comprometer' e suas conjugações, embora a forma exata 'comprometer-se-iam' seja mais provável de aparecer em textos literários e jurídicos a partir do período medieval tardio e renascentista.
Momentos culturais
Presente em obras literárias clássicas, como romances e peças de teatro, onde a formalidade da linguagem era valorizada. Exemplo: 'Se os planos tivessem sido bem elaborados, eles se comprometer-se-iam com a expedição.' (palavrasMeaningDB:id_comprometer_se_iam_literatura)
Ainda presente em documentos formais, discursos políticos e acadêmicos, mas gradualmente perdendo espaço na literatura mais moderna e na linguagem falada.
Vida emocional
A forma 'comprometer-se-iam' evoca um senso de formalidade, academicismo ou até mesmo arcaísmo. Seu uso pode ser percebido como pedante ou desatualizado em contextos informais, gerando uma reação de estranhamento ou distanciamento.
Vida digital
A busca por 'comprometer-se-iam' em motores de busca geralmente está ligada a dúvidas gramaticais sobre conjugação verbal e colocação pronominal. Não há registros de viralizações ou memes associados diretamente a esta forma verbal específica, que é considerada gramaticalmente correta, mas estilisticamente incomum no ambiente digital informal.
Comparações culturais
Inglês: A estrutura correspondente seria 'they would commit themselves' ou 'they would compromise themselves', onde o 'would' indica o futuro do pretérito e a colocação do pronome é pós-verbal. Espanhol: 'se comprometerían', onde a mesóclise é inexistente e a colocação pronominal é pós-verbal. Francês: 'ils s'engageraient' ou 'ils se compromettraient', também com pronome antes do verbo e futuro do pretérito. A complexidade da mesóclise no português brasileiro é uma característica distintiva.
Relevância atual
Gramaticalmente correta, mas estilisticamente rara no português brasileiro contemporâneo. Sua relevância reside principalmente no estudo da gramática normativa, da história da língua e em contextos literários ou jurídicos que demandam alta formalidade. No uso cotidiano, é substituída por formas mais simples e naturais.
Origem Etimológica e Formação
Século XIII - O verbo 'comprometer' deriva do latim 'compromittere', que significa 'acordar mutuamente', 'fazer um pacto'. A forma 'comprometer-se-iam' é uma conjugação verbal do futuro do pretérito (condicional) na terceira pessoa do plural, com o pronome oblíquo átono 'se' e o pronome pessoal oblíquo átono 'iam' (referindo-se a 'eles' ou 'elas'). A estrutura 'comprometer-se' indica uma ação reflexiva ou recíproca.
Evolução e Entrada no Uso
Idade Média - Século XIX - O verbo 'comprometer' e suas conjugações, incluindo o futuro do pretérito, foram gradualmente incorporados ao português falado e escrito, com o sentido de 'contrair obrigação', 'arriscar', 'colocar em perigo' ou 'tornar-se responsável'. A forma específica 'comprometer-se-iam' era comum na escrita formal e literária.
Uso Contemporâneo e Mudanças
Século XX - Atualidade - A forma 'comprometer-se-iam' ainda é gramaticalmente correta, mas seu uso na fala cotidiana diminuiu consideravelmente em favor de construções mais simples, como 'eles se comprometeriam' ou 'eles iriam se comprometer'. A forma com o pronome oblíquo átono 'iam' no final é considerada arcaica ou excessivamente formal pela maioria dos falantes de português brasileiro.
Derivado do verbo 'comprometer' com o pronome reflexivo 'se' e a desinência verbal '-iam'.