comunicáveis

Do latim communicabilis, -e.

Origem

Antiguidade Clássica

Do latim 'communicabilis', significando 'que pode ser comunicado', 'transmissível', derivado de 'communicare' (comunicar, partilhar).

Mudanças de sentido

Idade Média - Período Moderno

Sentido primário de 'transmissível' ou 'que pode ser comunicado' se mantém em diversos domínios do saber e da administração.

Século XX - Atualidade

Ampliação para contextos de informação, tecnologia, saúde e relações interpessoais, denotando a facilidade ou possibilidade de intercâmbio de dados, sentimentos ou patógenos.

Em contextos de saúde, 'comunicáveis' é frequentemente usado para classificar doenças que se transmitem entre indivíduos. Em tecnologia, refere-se a dados ou sistemas que podem ser compartilhados. Em filosofia e sociologia, discute a natureza do que é comunicável entre seres humanos.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos latinos medievais e suas primeiras traduções para o vernáculo português, onde o termo 'comunicável' e seu plural 'comunicáveis' começam a aparecer em contextos teológicos e jurídicos.

Momentos culturais

Século XX

A ascensão da mídia de massa e das tecnologias de comunicação torna o conceito de 'comunicáveis' central em discussões sobre informação e cultura.

Atualidade

A pandemia de COVID-19 trouxe a palavra 'comunicáveis' para o centro do debate público global, especialmente no contexto de doenças infecciosas e sua rápida disseminação.

Conflitos sociais

Atualidade

O termo 'comunicáveis' em relação a doenças gera debates sobre quarentena, vacinação, direitos individuais versus saúde pública e estigmatização de grupos associados à transmissão.

Vida emocional

Atualidade

A palavra carrega um peso neutro em contextos técnicos, mas pode evocar preocupação ou medo quando associada a doenças, ou esperança e conexão quando ligada à comunicação interpessoal e à partilha de ideias.

Vida digital

Atualidade

Buscas por 'doenças comunicáveis', 'informações comunicáveis' e 'redes comunicáveis' são comuns. O termo aparece em artigos científicos, notícias e discussões em fóruns online sobre saúde e tecnologia.

Representações

Século XX - Atualidade

Filmes, séries e documentários frequentemente abordam o tema de doenças comunicáveis, explorando o pânico, a ciência e a resiliência humana diante de epidemias. Exemplos incluem 'Contágio' (2011) e séries sobre zumbis.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'communicable' (usado principalmente para doenças e ideias). Espanhol: 'comunicable' (com sentido similar ao português, aplicado a doenças, informações e sentimentos). Francês: 'communicable' (com o mesmo espectro de uso).

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'comunicáveis' mantém sua relevância em múltiplos campos, desde a saúde pública e a epidemiologia até a comunicação digital e a filosofia da linguagem, refletindo a importância da transmissão e do intercâmbio em nossa sociedade.

Origem Etimológica e Latim

Deriva do latim 'communicabilis', adjetivo que significa 'que pode ser comunicado', 'transmissível'. Formado a partir do verbo 'communicare' (comunicar, partilhar, tornar comum).

Entrada no Português e Uso Medieval/Moderno

A palavra 'comunicáveis' (plural de comunicável) entra no léxico português, mantendo seu sentido original de algo que pode ser transmitido ou compartilhado. Seu uso se consolida em textos religiosos, filosóficos e administrativos.

Uso Contemporâneo e Ampliação Semântica

Mantém o sentido de transmissível, aplicável a ideias, sentimentos, informações e até doenças. Amplia-se para contextos técnicos, científicos e sociais, referindo-se à capacidade de intercâmbio e entendimento entre indivíduos ou sistemas.

comunicáveis

Do latim communicabilis, -e.

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