comunicarmo-nos
Comunicação (latim communicare) + pronome 'nós'.
Origem
Do latim 'communicare', que significa 'tornar comum', 'compartilhar', 'unir'. Deriva de 'communis', 'comum'. O conceito central é a partilha e a conexão.
Mudanças de sentido
Tornar comum, partilhar, unir.
Partilhar informações, ter relação com.
Estabelecer contato, fazer-se entender, transmitir informações.
A forma pronominal 'comunicarmo-nos' reflete a ação recíproca ou reflexiva, onde o sujeito se comunica com outro ou consigo mesmo, consolidando o sentido de interação mútua.
Primeiro registro
Registros em textos literários e administrativos da época, como crônicas e documentos eclesiásticos, onde o verbo 'comunicar' e suas conjugações aparecem. A forma pronominal 'comunicarmo-nos' é uma construção gramatical que se desenvolve com a evolução da conjugação verbal e do uso de pronomes oblíquos átonos.
Momentos culturais
Com o desenvolvimento da imprensa e das redes de comunicação (telégrafo), a importância de 'comunicarmo-nos' de forma eficiente ganha destaque em debates sobre progresso e sociedade.
A expansão da mídia (rádio, TV) e a globalização intensificam a necessidade e a prática de 'comunicarmo-nos' em larga escala e entre diferentes culturas.
A era digital e das redes sociais redefine as formas de 'comunicarmo-nos', com o surgimento de novas linguagens, gírias e a velocidade da informação. A palavra 'comunicarmo-nos' permanece como um verbo fundamental, embora muitas vezes substituído por formas mais informais ou específicas ('trocar ideia', 'falar com').
Vida digital
A forma 'comunicarmo-nos' é raramente usada em buscas diretas ou em conteúdos informais online, sendo mais comum em textos acadêmicos, notícias formais ou em discussões sobre gramática. Em redes sociais, a tendência é o uso de 'nos comunicarmos', 'a gente se fala', 'falar com', ou simplesmente a omissão do pronome em contextos de alta informalidade.
Comparações culturais
Inglês: 'to communicate with each other' ou 'to communicate amongst ourselves'. A estrutura pronominal reflexiva/recíproca em português ('comunicarmo-nos') não tem um equivalente direto e conciso em inglês, que geralmente usa 'each other' ou 'ourselves'. Espanhol: 'comunicarnos'. O espanhol, assim como o português, utiliza a forma pronominal reflexiva/recíproca de forma mais direta e comum na conjugação verbal, similar à estrutura do português.
Relevância atual
No Brasil contemporâneo, 'comunicarmo-nos' é gramaticalmente correto e formal, mas seu uso é menos frequente em conversas informais, onde prevalecem construções como 'nos comunicarmos', 'a gente se comunica' ou 'trocar uma ideia'. A palavra mantém sua relevância em contextos que exigem formalidade, precisão e clareza, como em documentos oficiais, discursos acadêmicos e interações profissionais.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século V-VI d.C. — Deriva do latim 'communicare', que significa 'tornar comum', 'compartilhar', 'unir'. O verbo latino se originou de 'communis', que significa 'comum'.
Entrada no Português e Idade Média
Século XIII-XIV — A palavra 'comunicar' e suas formas derivadas começam a aparecer em textos em português, com o sentido de 'tornar algo comum', 'partilhar informações' ou 'ter relação com'.
Evolução e Diversificação de Sentidos
Séculos XV-XIX — O sentido de 'estabelecer contato' ou 'fazer-se entender' se consolida. A forma pronominal 'comunicarmo-nos' surge como uma construção gramatical para expressar a ação mútua ou reflexiva.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX-Atualidade — 'Comunicarmo-nos' é amplamente utilizado na norma culta e informal, abrangendo desde conversas cotidianas até contextos técnicos e diplomáticos. A forma é gramaticalmente correta, embora em contextos informais se prefira 'nos comunicarmos' ou 'a gente se comunica'.
Comunicação (latim communicare) + pronome 'nós'.