concedera
Do latim 'concedere'.
Origem
Deriva do latim 'concedere', composto por 'con-' (junto, totalmente) e 'cedere' (ir, ceder, mover-se). O significado original remete a 'dar ou permitir algo voluntariamente'.
Mudanças de sentido
Concedere: dar, permitir, ceder, concordar.
Conceder: manter o sentido de dar, permitir, ceder, mas também pode implicar em uma concessão feita sob alguma condição ou após alguma relutância.
O sentido do verbo 'conceder' permanece estável, mas a forma verbal 'concedera' adquiriu um caráter de formalidade e distanciamento temporal, sendo raramente usada em contextos informais.
A forma 'concedera' em si não sofreu mudança de sentido, mas sua frequência de uso e o contexto em que é empregada a associam a um registro linguístico específico, distante da oralidade moderna.
Primeiro registro
Registros da forma verbal 'concedera' podem ser encontrados em textos medievais em português, refletindo a conjugação verbal herdada do latim. A documentação exata do primeiro uso é difícil de precisar, mas a estrutura verbal já estava consolidada.
Momentos culturais
Presente em obras literárias clássicas, como romances históricos e crônicas, onde a narrativa exigia o uso de tempos verbais mais complexos para descrever sequências de ações passadas. Exemplos podem ser encontrados em autores como Camões ou Machado de Assis em seus textos mais formais.
Comparações culturais
Inglês: A forma verbal correspondente seria o 'pluperfect' (past perfect), como em 'had granted'. O uso de formas simples para indicar ações anteriores a outras passadas é menos comum e mais restrito em inglês do que em português clássico. Espanhol: Similar ao português, o espanhol possui o pretérito pluscuamperfecto de indicativo ('había concedido') e, mais raramente, o pretérito perfecto simple ('concedió') para ações passadas. A forma equivalente ao 'concedera' seria o pretérito pluscuamperfecto de subjuntivo ('hubiera concedido' ou 'hubiese concedido') em contextos específicos, ou o pretérito anterior ('hubo concedido'), que também é arcaico e formal. Francês: O 'plus-que-parfait' ('avait accordé') cumpre função similar. O 'passé antérieur' ('eut accordé') é ainda mais formal e restrito a contextos literários, similar ao 'concedera' em sua raridade.
Relevância atual
A palavra 'concedera' é formal e raramente utilizada na linguagem falada contemporânea no Brasil. Sua relevância reside em sua função gramatical e em seu uso em contextos que demandam um registro linguístico elevado, como em textos acadêmicos, jurídicos ou literários que buscam um tom clássico ou histórico. É um marcador de formalidade e de um estilo de escrita mais tradicional.
Origem Latina e Formação do Verbo
Século XIII - O verbo 'conceder' deriva do latim 'concedere', que significa 'dar, permitir, ceder, concordar'. A forma 'concedera' é o pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo, indicando uma ação passada anterior a outra ação passada.
Uso Literário e Formal
Séculos XVI a XIX - A forma 'concedera' era comum na escrita formal e literária, especialmente em textos que narravam eventos passados de forma cronológica e detalhada, como crônicas e romances históricos.
Declínio no Uso Oral e Preservação na Escrita
Século XX - Com a simplificação da conjugação verbal na língua falada, o pretérito mais-que-perfeito simples ('concedera') tornou-se raro na comunicação oral, sendo frequentemente substituído por formas compostas ('tinha concedido' ou 'houvera concedido'). No entanto, a forma simples permaneceu em registros escritos formais e literários.
Uso Contemporâneo
Atualidade - 'Concedera' é uma forma verbal considerada formal e arcaica na maioria dos contextos. Seu uso é restrito a textos literários, documentos históricos, discursos muito formais ou para conferir um tom específico de solenidade ou antiguidade. É uma palavra dicionarizada, mas de baixa frequência no uso cotidiano.
Do latim 'concedere'.