concedida
Do latim 'concessus', particípio passado de 'concedere'.
Origem
Do latim 'concessus', particípio passado de 'concedere', que significa 'dar, permitir, ceder, entregar'.
Mudanças de sentido
Sentido primário de 'dar permissão', 'ceder algo', 'outorgar'.
Uso formal em documentos legais e administrativos, indicando atos de autoridade ou benevolência.
Mantém o sentido formal, mas com aplicação mais ampla em diversos tipos de comunicação, incluindo a informal e a midiática. O foco é na ação de permitir ou dar algo a alguém.
A palavra 'concedida' raramente sofreu ressignificações radicais. Seu uso é predominantemente literal e ligado à ideia de algo que foi formalmente permitido ou dado. A nuance está no contexto: uma licença concedida, um direito concedido, uma entrevista concedida, uma bolsa concedida.
Primeiro registro
Registros em documentos latinos e português arcaico, como cartas de doação e registros eclesiásticos, onde 'concedida' aparece como forma de indicar a outorga de bens ou direitos. (Referência: Corpus de Textos Medievais Portugueses)
Momentos culturais
Uso frequente em documentos de concessão de terras e direitos de exploração, como as Capitanias Hereditárias. 'A terra foi concedida a...'.
Aparece em notícias sobre direitos civis, concessão de vistos, licenças de funcionamento, e em contextos literários para descrever atos de permissão ou doação.
Presente em manchetes de jornais e portais de notícias sobre decisões governamentais, autorizações judiciais e concessões de serviços públicos. Ex: 'A liminar foi concedida pelo juiz'.
Conflitos sociais
A palavra 'concedida' esteve associada a disputas por terras e privilégios, onde a concessão por parte da coroa ou de autoridades era frequentemente contestada ou vista como injusta por grupos marginalizados. (Referência: Documentos Históricos sobre Colonização)
Em discussões sobre direitos trabalhistas e sociais, a 'concessão' de benefícios ou direitos por parte do Estado ou de empregadores era um ponto central de negociação e, por vezes, de conflito.
Vida emocional
Associada a sentimentos de gratidão, alívio ou, inversamente, de dependência e submissão, dependendo de quem concede e a quem é concedido. Pode carregar um peso de formalidade e autoridade.
Vida digital
Presente em buscas por informações sobre processos de solicitação de documentos, licenças, vistos e benefícios. Aparece em formulários online e em notificações de aprovação ou negação de pedidos. Não é uma palavra que viraliza por si só, mas é parte de processos digitais importantes.
Representações
Frequentemente usada em diálogos que retratam a época colonial ou imperial, para indicar a outorga de títulos de nobreza, terras ou permissões para casamentos ou empreendimentos.
Utilizada para descrever decisões judiciais, aprovações governamentais e concessões de direitos em reportagens e documentários sobre temas sociais e políticos.
Comparações culturais
Inglês: 'granted' (usado de forma similar em contextos formais e legais). Espanhol: 'concedida' (derivado do latim 'concedere', com uso e sentido muito próximos ao português). Francês: 'accordée' (do verbo 'accorder', que também significa dar, permitir). Alemão: 'gewährt' (do verbo 'gewähren', com sentido de conceder, outorgar).
Origem Latina e Entrada no Português
Século XIII - Deriva do latim 'concessus', particípio passado de 'concedere', que significa 'dar, permitir, ceder'. A palavra 'conceder' entrou no português arcaico com o sentido de 'dar permissão' ou 'ceder algo'.
Evolução do Sentido e Uso
Idade Média a Século XIX - O sentido de 'permitir', 'dar' ou 'ceder' se consolida em documentos legais, religiosos e administrativos. 'Concedida' aparece frequentemente em bulas papais, cartas de doação e decretos reais, indicando algo outorgado por uma autoridade superior. O uso se mantém formal e ligado a atos de poder ou benevolência.
Uso na Modernidade e Atualidade
Século XX - Atualidade - A palavra 'concedida' mantém seu sentido formal, mas seu uso se expande para contextos mais variados, incluindo o cotidiano, a mídia e a comunicação digital. Continua presente em documentos oficiais, mas também em notícias, reportagens e conversas sobre direitos, autorizações e permissões.
Do latim 'concessus', particípio passado de 'concedere'.