concluem-se

Do latim 'concludere', que significa 'fechar junto', 'terminar'.

Origem

Latim

Do latim 'concludere', composto por 'con-' (junto) e 'claudere' (fechar). O sentido original remete a fechar algo, terminar, finalizar, resolver.

Mudanças de sentido

Latim Vulgar ao Português Arcaico

O sentido de 'terminar', 'finalizar', 'resolver' e 'deduzir' (chegar a uma conclusão lógica) se consolida.

Português Moderno

A forma 'concluem-se' mantém o sentido original de término ou resolução, aplicada a ações, processos, debates, estudos, etc. O pronome 'se' em ênclise reforça a objetividade e a formalidade da declaração.

A ênclise do pronome 'se' em 'concluem-se' é uma marca da norma culta e da escrita formal. Em contextos informais ou em outras posições sintáticas, poderiam ocorrer variações como 'se concluem' (próclise) ou 'concluem eles' (sem pronome). A forma 'concluem-se' é a mais tradicional e esperada em textos acadêmicos, jurídicos e literários.

Primeiro registro

Séculos XIV-XV

Registros em textos literários e administrativos da época, onde a estrutura verbal com pronome em ênclise já se estabelecia no português.

Momentos culturais

Século XIX - Início do XX

Presente em obras literárias realistas e naturalistas, descrevendo o fim de tramas ou a resolução de conflitos sociais e pessoais.

Meados do Século XX

Utilizada em debates acadêmicos e científicos para apresentar os resultados de pesquisas e estudos.

Atualidade

Frequente em artigos de opinião, editoriais de jornais e revistas, e em relatórios governamentais para indicar o encerramento de discussões ou a tomada de decisões.

Comparações culturais

Inglês: A construção equivalente seria 'they conclude' ou 'they are concluded', dependendo do contexto e da voz verbal. A ênclise não tem um paralelo direto na estrutura gramatical inglesa. Espanhol: 'concluyen'. A forma reflexiva seria 'se concluyen', onde o 'se' pode ter funções diversas, incluindo a passiva sintética ou reflexiva, similar ao português. Francês: 'ils concluent'. A forma reflexiva seria 'ils se concluent', com o pronome antes do verbo (próclise).

Relevância atual

Atualidade

A forma 'concluem-se' permanece como um marcador de formalidade e precisão na linguagem escrita. É essencial em contextos acadêmicos, jurídicos e técnicos, onde a clareza e a objetividade são primordiais. Sua presença indica um registro linguístico cuidado e alinhado à norma culta.

Origem Etimológica e Latim Vulgar

Século XIII — do latim 'concludere', que significa 'fechar junto', 'terminar', 'resolver'. Deriva de 'con-' (junto) e 'claudere' (fechar).

Entrada no Português e Formação da Palavra

Séculos XIV-XV — O verbo 'concluir' entra no português. A forma 'concluem-se' surge com a evolução gramatical e a incorporação do pronome oblíquo átono 'se' em ênclise, comum na norma culta da época.

Uso Moderno e Contemporâneo

Séculos XIX-XXI — A forma 'concluem-se' é amplamente utilizada na escrita formal, acadêmica e jornalística para indicar o término de ações ou processos, com o pronome 'se' mantido em ênclise por questões de estilo e norma culta.

concluem-se

Do latim 'concludere', que significa 'fechar junto', 'terminar'.

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