concordes
Do latim concordare.
Origem
Do latim 'concordare', composto por 'con-' (junto) e 'cor, cordis' (coração), significando literalmente 'ter o mesmo coração', 'estar de acordo'.
Mudanças de sentido
O sentido primário de 'estar de acordo', 'harmonizar', 'ser unânime' se manteve estável desde o latim até a formação do português. A flexão 'concordes' sempre indicou pluralidade nesse acordo.
A forma plural 'concordes' é intrinsecamente ligada à ideia de múltiplos elementos (pessoas, opiniões, fatos) que compartilham um mesmo estado ou ação de acordo. A manutenção deste sentido é um traço de estabilidade semântica.
Primeiro registro
Registros em textos legais e religiosos da Península Ibérica, que formaram a base do português. A forma verbal plural 'concordes' já aparecia em documentos que tratavam de acordos entre partes ou consenso.
Momentos culturais
Presente em tratados, leis e documentos oficiais que buscavam estabelecer a paz ou a unidade entre reinos ou grupos sociais, onde a concordância era um objetivo político e social.
Utilizada em obras literárias para descrever harmonia entre personagens ou a ausência de conflito, como em peças de teatro ou poemas que celebram a união.
Comparações culturais
Inglês: 'agree' (verbo) ou 'concordant' (adjetivo) em formas plurais como 'they agree' ou 'the parties are concordant'. Espanhol: 'concuerdan' (verbo) ou 'concordantes' (adjetivo), com uso similar ao português. Francês: 's'accordent' (verbo) ou 'concordants' (adjetivo), mantendo a estrutura de acordo plural.
Relevância atual
A palavra 'concordes' mantém sua relevância em contextos formais e técnicos, especialmente no direito e na academia, onde a precisão gramatical é fundamental. Sua presença em textos que buscam clareza e objetividade garante sua continuidade no léxico formal do português brasileiro.
Origem Etimológica
Deriva do latim 'concordare', que significa 'estar de acordo', 'harmonizar', 'unir'. O radical 'cor' (coração) sugere uma união de sentimentos ou vontades.
Entrada e Evolução na Língua Portuguesa
A palavra 'concordes' como flexão do verbo 'concordar' é utilizada desde os primórdios da língua portuguesa, com registros em textos medievais. Sua forma plural e a conjugação verbal indicam um uso estabelecido para expressar acordo ou harmonia entre múltiplos sujeitos ou objetos.
Uso Contemporâneo
Em português brasileiro, 'concordes' é uma forma verbal formal, encontrada em contextos que exigem precisão gramatical, como textos jurídicos, acadêmicos e literários. É menos comum na linguagem coloquial, onde se preferem outras construções ou o verbo no singular ou em outras formas.
Do latim concordare.