concretos
Do latim concretus, particípio passado de concrescere, 'crescer junto', 'solidificar'.
Origem
Do latim 'concretus', particípio passado de 'concrescere', que significa 'crescer junto', 'solidificar', 'tornar-se sólido'.
Mudanças de sentido
Originalmente, referia-se a algo que se solidificou ou se tornou tangível.
Desenvolve o sentido filosófico de 'real', 'material', 'tangível', em oposição a 'abstrato' ou 'imaginário'.
Começa a ser usado para designar o material de construção cimentício, que endurece e se torna sólido.
Mantém os sentidos de material de construção e de algo real/tangível, sendo um termo técnico e filosófico comum.
Primeiro registro
Registros em textos antigos em português já utilizam o termo com o sentido de 'sólido', 'materializado'.
Momentos culturais
A arquitetura moderna e o urbanismo no Brasil, com o uso massivo de concreto, moldam a paisagem urbana e a identidade visual de cidades como Brasília. O concreto se torna símbolo de progresso e modernidade.
O termo é frequentemente usado em obras literárias e filosóficas para contrastar a realidade material com o mundo das ideias ou da fantasia.
Representações
Cenários de construção, prédios e estruturas de concreto são elementos visuais recorrentes em produções audiovisuais brasileiras, refletindo a paisagem urbana.
Documentários sobre arquitetura, engenharia e história urbana frequentemente abordam o uso e a importância do concreto.
Comparações culturais
Inglês: 'concrete' (mesma origem latina, com sentidos idênticos de material e oposto a abstrato). Espanhol: 'concreto' (mesma origem e sentidos). Francês: 'béton' (para o material de construção), 'concret' (para o sentido abstrato/filosófico). Italiano: 'cemento' (para o material), 'concreto' (para o sentido abstrato/filosófico).
Relevância atual
O termo 'concreto' é essencial na linguagem técnica da construção civil no Brasil, sendo um dos pilares do desenvolvimento urbano e infraestrutural do país. No discurso geral, mantém sua força como antônimo de 'abstrato', 'teórico' ou 'imaginário', sendo usado para enfatizar a necessidade de soluções práticas e realistas.
Origem Latina e Entrada no Português
Século XIII - Deriva do latim 'concretus', particípio passado de 'concrescere' (crescer junto, solidificar, tornar-se sólido). Inicialmente, referia-se a algo que se solidificou ou se tornou tangível. A palavra entrou no português em um sentido mais abstrato, ligado à materialidade e à realidade, em oposição ao abstrato ou imaginário.
Evolução do Sentido Filosófico e Construtivo
Séculos XVII-XIX - O sentido filosófico de 'concreto' (real, material, oposto a abstrato) se consolida. Paralelamente, o termo começa a ser usado no contexto da construção civil, referindo-se ao material cimentício moldável que, após endurecer, forma uma massa sólida e resistente. A popularização do concreto como material de construção ganha força com a Revolução Industrial.
Popularização e Uso Contemporâneo
Século XX - O concreto se torna um dos materiais de construção mais utilizados no mundo, especialmente no Brasil, impulsionando a arquitetura moderna e a urbanização. O termo 'concreto' no sentido de material de construção é onipresente. O sentido filosófico de 'real' e 'tangível' coexiste, sendo comum em debates acadêmicos, literários e cotidianos.
Atualidade e Diversidade de Usos
Atualidade - O termo 'concreto' mantém seus dois sentidos principais: o material de construção e o oposto de abstrato/imaginário. No Brasil, a palavra é fundamental na linguagem da engenharia civil, arquitetura e no discurso sobre realidade e objetividade. A expressão 'concreto armado' é um termo técnico amplamente conhecido.
Do latim concretus, particípio passado de concrescere, 'crescer junto', 'solidificar'.