confessam-se

Do latim 'confiteri', que significa 'declarar', 'admitir'.

Origem

Latim

Do latim 'confiteri', que significa 'admitir', 'declarar', 'reconhecer'. O sufixo '-se' é um pronome oblíquo átono reflexivo ou recíproco.

Mudanças de sentido

Medieval

Primariamente associado à confissão religiosa de pecados e culpas.

Moderno

Amplia-se para a admissão de erros, fatos ou sentimentos em contextos gerais, mantendo a formalidade.

Contemporâneo

Ainda carrega a conotação de admissão formal, mas seu uso é mais restrito a registros específicos, como em textos jurídicos ('os réus confessam-se culpados') ou literários.

Primeiro registro

Século XIII

Registros em textos medievais em português, como crônicas e documentos eclesiásticos, onde a ênclise era a norma. (Referência: corpus_textos_medievais.txt)

Momentos culturais

Literatura Clássica

Presente em obras literárias que buscam emular a linguagem formal ou arcaica, como em traduções de textos religiosos ou em romances históricos. (Referência: literatura_portuguesa_classica.txt)

Documentos Jurídicos

Utilizado em termos legais e processos judiciais para descrever a admissão de culpa por parte de múltiplos indivíduos.

Vida emocional

A forma 'confessam-se' carrega um peso de formalidade e, por vezes, de solenidade ou gravidade, associado à admissão de algo significativo ou público.

Comparações culturais

Inglês: A estrutura equivalente seria 'they confess themselves' ou, mais comumente, 'they confess'. A ênclise em português não tem um paralelo direto na estrutura gramatical inglesa moderna. Espanhol: 'se confiesan'. O espanhol, assim como o português, utiliza a próclise ('se confiesan') como forma mais comum, mas a ênclise ('confiesan se') pode ocorrer em contextos específicos, embora menos frequente que em português arcaico. Francês: 'ils s'avouent' ou 'ils se confessent'. O francês moderno prefere a próclise. Latim: 'confitebuntur' (futuro) ou formas verbais com pronomes reflexivos, onde a ordem era mais flexível.

Relevância atual

No português brasileiro contemporâneo, 'confessam-se' é uma forma gramaticalmente correta, mas de uso restrito a contextos formais, acadêmicos, literários ou jurídicos. No dia a dia, a preferência recai sobre a próclise ('se confessam') ou sobre o uso do verbo sem o pronome, dependendo do contexto ('eles confessam'). A forma com ênclise soa mais erudita ou arcaica para muitos falantes.

Origem Latina e Formação do Português

Século XIII - O verbo 'confessar' deriva do latim 'confiteri', que significa 'admitir', 'declarar', 'reconhecer'. A forma 'confessam-se' surge da junção do verbo com o pronome oblíquo átono 'se', seguindo a norma da ênclise (pronome após o verbo), comum no português arcaico e medieval.

Evolução Medieval e Moderna

Idade Média - Século XVIII - A estrutura 'confessam-se' era amplamente utilizada na escrita formal e religiosa, referindo-se à admissão de pecados ou culpas. Com a evolução gramatical do português, a próclise (pronome antes do verbo) tornou-se mais frequente em determinados contextos, mas a ênclise manteve-se em frases iniciadas por verbos ou em orações subordinadas.

Uso Contemporâneo no Brasil

Século XIX - Atualidade - No português brasileiro, a forma 'confessam-se' é gramaticalmente correta, mas menos comum no discurso oral e informal, onde 'se confessam' é preferido. Mantém-se em contextos formais, literários, jurídicos e religiosos, denotando um registro mais elevado e, por vezes, uma conotação de formalidade ou solenidade.

confessam-se

Do latim 'confiteri', que significa 'declarar', 'admitir'.

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