consagrar-nos-emos
Do latim 'consecrare', com a adição dos pronomes oblíquos 'nos' e a desinência verbal '-emos' do futuro do indicativo.
Origem
Deriva do latim 'consecrare', composto por 'con-' (junto, totalmente) e 'sacrare' (tornar sagrado, dedicar). O verbo 'consagrar' chegou ao português através do latim vulgar.
Mudanças de sentido
Tornar sagrado, dedicar a uma divindade, dedicar solenemente a um propósito.
Tornar célebre, honrar, exaltar, dedicar com fervor. No contexto da forma verbal 'consagrar-nos-emos', o sentido seria 'dedicaremos a nós mesmos', 'nos tornaremos célebres por nós mesmos'.
O sentido de 'dedicar a si mesmo' ou 'tornar a si mesmo célebre' é raramente expresso por esta forma verbal específica. O verbo 'consagrar' em si mantém o sentido de dedicar com fervor, mas a conjugação 'consagrar-nos-emos' é vista como excessivamente formal ou arcaica para expressar essa ideia no português brasileiro contemporâneo.
Primeiro registro
Registros de formas verbais com mesóclise e enclise no futuro do indicativo, como 'consagrar-nos-emos', podem ser encontrados em textos medievais portugueses e galegos, refletindo a gramática da época. A documentação específica para o português brasileiro é mais tardia, mas a estrutura é herdada.
Momentos culturais
A forma 'consagrar-nos-emos' poderia aparecer em discursos políticos ou literários de grande solenidade, como em juramentos ou declarações de princípios, refletindo a norma culta da época.
Vida emocional
A forma 'consagrar-nos-emos' evoca um sentimento de formalidade extrema, solenidade e, para muitos falantes modernos, estranheza ou artificialidade. Não carrega um peso emocional direto no uso cotidiano, mas sim uma conotação de distanciamento temporal e estilístico.
Vida digital
A forma 'consagrar-nos-emos' é virtualmente inexistente em conteúdos digitais brasileiros, exceto em discussões sobre gramática, história da língua ou em citações de textos antigos. Buscas por esta forma específica resultariam em pouquíssimos ou nenhum resultado relevante para uso contemporâneo.
Comparações culturais
Inglês: A forma verbal 'we shall consecrate ourselves' ou 'we will consecrate ourselves' (futuro simples) seria a tradução mais próxima em termos de tempo verbal, mas a estrutura com pronome enclítico não existe em inglês. Espanhol: 'nos consagraremos' (futuro simples) é a forma equivalente e de uso corrente, sem a complexidade da mesóclise ou enclise em verbos futuros que existia no português arcaico. Francês: 'nous nous consacrerons' (futuro simples) é a forma equivalente e de uso corrente.
Relevância atual
No português brasileiro atual, a forma 'consagrar-nos-emos' não possui relevância prática no uso cotidiano ou mesmo formal. É um vestígio gramatical que demonstra a evolução da língua, especialmente no que tange à colocação pronominal e à conjugação verbal no futuro. Seu estudo é relevante para a linguística histórica e para a compreensão da norma culta de períodos anteriores.
Origem Latina e Formação
Século XIII — O verbo 'consagrar' deriva do latim 'consecrare', que significa tornar sagrado, dedicar, dedicar solenemente. A forma verbal 'consagrar-nos-emos' é uma conjugação futura do indicativo, primeira pessoa do plural, com pronome oblíquo átono enclítico ('nos'). Essa estrutura, embora gramaticalmente correta, é arcaica e raramente utilizada no português brasileiro contemporâneo.
Uso Arcaico e Literário
Idade Média ao Século XIX — A forma 'consagrar-nos-emos' e estruturas similares eram mais comuns em textos literários, religiosos ou formais, refletindo a norma culta da época. O uso era restrito a contextos que exigiam solenidade e formalidade extrema.
Desuso Contemporâneo e Alternativas
Século XX ao Presente — No português brasileiro moderno, a forma 'consagrar-nos-emos' caiu em desuso. A tendência é a próclise (pronome antes do verbo) em contextos informais e a mesóclise (pronome no meio do verbo) em contextos formais, mas a forma enclítica com futuro do indicativo é rara. As alternativas mais comuns seriam 'nós nos consagraremos' (próclise, mais comum) ou 'consagraremos a nós mesmos' (ênfase no sujeito e objeto).
Do latim 'consecrare', com a adição dos pronomes oblíquos 'nos' e a desinência verbal '-emos' do futuro do indicativo.