contemplara
Do latim contemplare, 'observar atentamente', 'examinar'.
Origem
Do latim 'contemplari', com significado de 'observar atentamente', 'meditar', derivado de 'templum' (templo).
Mudanças de sentido
O sentido original de 'observar com atenção', 'refletir profundamente' ou 'admirar' se manteve ao longo do tempo.
A forma verbal 'contemplara' manteve seu sentido gramatical específico de ação passada anterior a outra ação passada, sem grandes alterações semânticas em seu núcleo, mas seu uso se restringiu a contextos mais formais.
Enquanto o verbo 'contemplar' em si pode ter nuances de sentido (admirar, considerar, planejar), a forma 'contemplara' é estritamente gramatical e sua função é indicar a anterioridade temporal de uma ação de contemplação em relação a outro ponto no passado.
Primeiro registro
A forma 'contemplara' e outras conjugações do verbo 'contemplar' já estavam presentes em textos medievais em português, refletindo a herança latina. Registros específicos da forma mais-que-perfeito simples são encontrados em crônicas e textos religiosos da época.
Momentos culturais
Frequente em obras literárias clássicas, como poesia e prosa, onde a linguagem formal e a riqueza verbal eram características marcantes. Autores como Camões e Machado de Assis, em seus escritos mais formais, poderiam ter utilizado esta forma verbal.
Comparações culturais
Inglês: O equivalente gramatical direto seria o 'pluperfect' (past perfect), como em 'had contemplated'. O uso da forma simples em português é mais raro que o uso do 'past perfect' em inglês. Espanhol: Similar ao português, o 'pretérito pluscuamperfecto de indicativo' (ex: 'había contemplado') é mais comum no uso geral, mas a forma simples ('contemplara' ou 'contemplase' no subjuntivo) existe e é usada em contextos formais e literários. Francês: O 'plus-que-parfait' ('avait contemplé') é a forma análoga e mais utilizada. Italiano: O 'trapassato prossimo' ('aveva contemplato') é o equivalente mais comum.
Relevância atual
A relevância de 'contemplara' reside em sua função gramatical precisa e em seu valor estilístico em textos que buscam um registro elevado. É uma marca de erudição e formalidade, embora sua frequência de uso tenha diminuído no cotidiano falado e escrito.
Origem Etimológica
Deriva do latim 'contemplari', que significa 'olhar para o todo', 'observar atentamente', 'meditar'. O verbo latino, por sua vez, vem de 'templum' (templo), sugerindo um ato de observação sagrada ou de profunda reflexão.
Entrada e Evolução no Português
O verbo 'contemplar' e suas formas conjugadas, como 'contemplara', foram incorporados ao português desde seus primórdios, herdados do latim vulgar. A forma 'contemplara' representa o pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo, um tempo verbal que denota uma ação passada anterior a outra ação também passada.
Uso Formal e Literário
A forma 'contemplara' é predominantemente encontrada em textos formais, literários e acadêmicos, onde a precisão gramatical e a riqueza de tempos verbais são valorizadas. Seu uso em contextos informais é raro, sendo substituído por outras construções.
Uso Contemporâneo
Em português brasileiro contemporâneo, 'contemplara' é uma forma verbal de uso restrito, mais comum na escrita literária e em registros formais. No discurso falado, é frequente a preferência por construções analíticas como 'tinha contemplado' ou 'houvera contemplado'.
Do latim contemplare, 'observar atentamente', 'examinar'.