coqueluche
Do francês 'coqueluche', possivelmente relacionado a 'coquelicot' (papoula), pela cor vermelha que a tosse podia dar ao rosto.
Origem
Do francês 'coqueluche', possivelmente relacionado a 'coq' (galo) ou 'coquer' (tossir). Originalmente, designava a doença infecciosa.
Mudanças de sentido
Uso primário como termo médico para a doença infecciosa respiratória.
Desenvolvimento do sentido figurado: algo que está na moda, uma mania, um sucesso passageiro.
A transição do sentido médico para o figurado ocorreu pela associação da popularidade súbita e intensa da doença com a popularidade de tendências sociais, objetos ou pessoas. A natureza epidêmica da doença pode ter contribuído para a metáfora de algo que 'se espalha' rapidamente.
Predominância do sentido figurado de popularidade e moda, embora o sentido médico ainda exista.
Primeiro registro
Registros em dicionários e literatura médica em português, atestando o uso da palavra para a doença. (Referência: 4_lista_exaustiva_portugues.txt)
Momentos culturais
A palavra era usada em crônicas e artigos de jornal para descrever modismos, danças, músicas ou personalidades que rapidamente ganhavam popularidade.
Presença em obras literárias e teatrais para caracterizar tendências sociais passageiras ou o fascínio popular por algo.
Comparações culturais
Inglês: 'Whooping cough' (sentido médico) e 'fad', 'craze', 'rage' (sentido figurado). Espanhol: 'Tos ferina' (sentido médico) e 'furor', 'moda', 'manía' (sentido figurado). Francês: 'Coqueluche' (ambos os sentidos, mantendo a origem). Italiano: 'Pertosse' (médico) e 'moda', 'mania' (figurado).
Relevância atual
A palavra 'coqueluche' mantém sua relevância no português brasileiro, sendo frequentemente empregada em contextos informais e midiáticos para descrever o objeto de desejo ou a tendência do momento, seja um produto, um estilo, um meme ou uma personalidade. O sentido médico, embora menos proeminente no uso cotidiano, ainda é compreendido e relevante em contextos de saúde pública.
Origem Etimológica
Século XVI — do francês 'coqueluche', possivelmente derivado de 'coq' (galo), em referência à aparência do rosto de crianças doentes, ou de 'coquer' (tossir). A palavra entrou no vocabulário médico europeu para descrever a doença.
Entrada no Português
Século XIX — A palavra 'coqueluche' é registrada em dicionários e textos médicos portugueses, referindo-se à doença infecciosa respiratória. O uso se dissemina com a expansão da medicina e a necessidade de nomear patologias.
Mudança de Sentido e Popularização
Final do Século XIX / Início do Século XX — O sentido figurado de 'algo que está na moda', 'mania passageira' ou 'sucesso repentino' começa a se consolidar, provavelmente por analogia com a natureza epidêmica e a atenção que a doença atraía. A palavra 'coqueluche' passa a ser usada em contextos sociais e culturais.
Uso Contemporâneo
Atualidade — 'Coqueluche' é amplamente utilizada tanto para se referir à doença (embora menos comum no dia a dia do que o sentido figurado) quanto, predominantemente, para descrever algo ou alguém que se tornou extremamente popular ou está em voga, muitas vezes de forma efêmera.
Do francês 'coqueluche', possivelmente relacionado a 'coquelicot' (papoula), pela cor vermelha que a tosse podia dar ao rosto.