correr-o-risco-de

Combinação do verbo 'correr' com a locução prepositiva 'o risco de'.

Origem

Séculos XVI-XVII

A locução 'correr o risco' é formada pela junção do verbo 'correr', do latim 'currere' (mover-se com velocidade, avançar), e do substantivo 'risco', cuja etimologia é debatida, mas remete a perigo ou possibilidade de dano. A ideia é de 'avançar em direção a algo perigoso'.

Mudanças de sentido

Séculos XVI-XVII

Sentido inicial de expor-se a um perigo físico ou a uma situação de incerteza com consequências potencialmente negativas.

Séculos XVIII-XIX

Ampliação para decisões de maior vulto, como investimentos, empreendimentos ou ações que envolviam bravura e audácia.

Séculos XX-XXI

A locução se torna mais abrangente, incluindo riscos psicológicos (ex: correr o risco de se apaixonar), sociais (ex: correr o risco de ser julgado) e de carreira (ex: correr o risco de ser demitido). O sentido de 'arriscar-se' se mantém central, mas o escopo dos 'riscos' se expande enormemente. → ver detalhes TEXTO_EXPANDIDO

No uso contemporâneo, 'correr o risco de' pode ser usado com ironia ou humor, minimizando a gravidade do risco, ou com seriedade, enfatizando a magnitude da decisão. A locução também aparece em contextos de autoajuda e desenvolvimento pessoal, incentivando a saída da zona de conforto.

Primeiro registro

Século XVII

Registros em textos literários e documentos administrativos da época já indicam o uso da locução com seu sentido fundamental. (Referência: corpus_literario_seculo_XVII.txt)

Momentos culturais

Século XIX

Presente em narrativas de aventura e exploração, como em obras de Machado de Assis ou José de Alencar, onde personagens frequentemente 'correm o risco' em suas jornadas.

Anos 1980-1990

Popularizada em filmes de ação e novelas, onde personagens se colocam em situações de perigo iminente para atingir seus objetivos.

Anos 2000-Atualidade

Frequente em discursos de empreendedorismo e inovação, onde 'correr o risco' é visto como essencial para o sucesso. Também aparece em letras de música pop e funk, associada a desafios e superação.

Vida emocional

Contemporâneo

A locução carrega um peso de apreensão, coragem e, por vezes, imprudência. Pode evocar sentimentos de medo, excitação, determinação ou resignação, dependendo do contexto.

Vida digital

Anos 2010-Atualidade

A locução é amplamente utilizada em redes sociais, blogs e vídeos. Aparece em legendas de fotos de viagens, esportes radicais, ou em posts sobre decisões de carreira e vida pessoal. É comum em memes que ironizam situações de perigo cotidiano. (Referência: corpus_redes_sociais.txt)

Atualidade

Buscas por 'como correr o risco de...' em motores de busca indicam interesse em estratégias para lidar com incertezas e tomar decisões ousadas. A expressão é parte do vocabulário de influenciadores digitais que promovem a 'mentalidade de crescimento'.

Representações

Cinema

Presente em inúmeros filmes de ação, suspense e drama, onde personagens 'correm o risco' para salvar o dia, obter vingança ou alcançar um objetivo. Ex: filmes de James Bond, Missão Impossível.

Televisão

Comum em novelas brasileiras, onde personagens enfrentam dilemas e 'correm o risco' em relacionamentos, negócios ou disputas de poder. Ex: tramas de conflito e reviravolta.

Comparações culturais

Contemporâneo

Inglês: 'to run the risk', 'to take a risk'. Espanhol: 'correr el riesgo'. Ambas as línguas possuem equivalentes diretos que expressam a mesma ideia de expor-se a uma possibilidade de dano ou incerteza. O uso e a frequência podem variar sutilmente, mas o conceito é universal. Francês: 'courir le risque'.

Relevância atual

Atualidade

A locução 'correr o risco de' mantém sua alta relevância no português brasileiro, sendo indispensável para descrever situações que envolvem incerteza, perigo e a necessidade de tomar decisões. É um termo fundamental em discussões sobre finanças, carreira, segurança, relacionamentos e até mesmo em contextos lúdicos e de entretenimento.

Origem e Formação

Séculos XVI-XVII — Formação da locução a partir do verbo 'correr' (latim currere, mover-se rapidamente) e do substantivo 'risco' (origem incerta, possivelmente do latim resecare, cortar, ou do grego rhiza, raiz, indicando perigo iminente).

Consolidação do Uso

Séculos XVIII-XIX — A locução se estabelece no português falado e escrito, com o sentido de expor-se a um perigo ou incerteza, frequentemente em contextos de aventura, exploração ou decisões importantes.

Modernização e Cotidianidade

Séculos XX-XXI — A locução se torna comum no vocabulário cotidiano, abrangendo desde riscos físicos e financeiros até riscos emocionais e de reputação. Ganha nuances em contextos de negócios, esportes radicais e até em situações sociais informais.

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Combinação do verbo 'correr' com a locução prepositiva 'o risco de'.

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