corrermos
Do latim 'currere'.
Origem
Do verbo latino 'currere', que significa 'correr'. A forma 'corrermos' é uma conjugação específica do infinitivo pessoal, indicando a ação de correr realizada pela primeira pessoa do plural ('nós').
Mudanças de sentido
O sentido primário de 'mover-se rapidamente com os pés' do latim 'currere' foi mantido. A forma 'corrermos' sempre se referiu à ação coletiva de correr, sem alterações significativas de significado intrínseco ao longo do tempo, mas sim em seu uso contextual.
Primeiro registro
Registros de textos em português antigo, como as cantigas galego-portuguesas (séculos XII-XIV), já apresentam estruturas verbais que incluem o infinitivo pessoal, indicando que formas como 'corrermos' já eram parte do léxico e da gramática da época.
Momentos culturais
A forma 'corrermos' aparece em obras literárias de Camões, Machado de Assis e outros autores, em contextos que descrevem ações físicas, fugas, perseguições ou metáforas de avanço e progresso.
Presente em letras de músicas que narram experiências coletivas, viagens ou a urgência de uma ação conjunta.
Comparações culturais
Inglês: O inglês moderno não possui uma forma equivalente direta para o infinitivo pessoal. A ação seria expressa por 'to run' (infinitivo simples) ou 'us running' (gerúndio em certas construções). Espanhol: Possui o infinitivo pessoal, como 'correr nosotros' ou 'correr' com o sujeito implícito 'nosotros', mas a forma 'corrermos' é específica do português e galego.
Relevância atual
'Corrermos' é uma forma verbal perfeitamente integrada ao português brasileiro contemporâneo, utilizada em todos os níveis de linguagem para expressar a ação de correr realizada por um grupo. Sua presença é constante em textos escritos e na fala, sem conotações específicas de gíria ou regionalismo, mantendo sua neutralidade gramatical.
Origem Latina e Formação do Português
Século XII-XIII — Deriva do verbo latino 'currere' (correr), com a adição da desinência de infinitivo pessoal '-er' e a marca da primeira pessoa do plural '-mos'. A forma 'corrermos' surge como a conjugação do infinitivo pessoal do verbo 'correr' para 'nós'.
Consolidação no Português Medieval e Clássico
Séculos XIV-XVIII — A forma 'corrermos' já estava estabelecida no português, sendo utilizada em textos literários e administrativos. Sua estrutura gramatical reflete a influência do latim na formação da língua portuguesa.
Uso Contemporâneo no Português Brasileiro
Século XIX - Atualidade — 'Corrermos' mantém sua função gramatical como infinitivo pessoal da primeira pessoa do plural. É uma forma verbal comum em diversos registros, desde a fala cotidiana até a escrita formal, indicando uma ação conjunta de correr realizada pelo grupo 'nós'.
Do latim 'currere'.